Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
• De 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, Lula, preso em Curitiba, manteve atividade política intensa;
• Na prisão, o petista divulgou cartas e concedeu 22 entrevistas;
• O PT registrou a candidatura dele à Presidência em 15 de agosto de 2018;
• Recentemente, no entanto, o ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro;
• O magistrado alegou violação de medidas cautelares e possível propaganda eleitoral antecipada.
Durante prisão na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, Lula manteve intensa atividade política sem muitas restrições judiciais, que envolvia posts nas redes sociais.
O tratamento dado a ele pela Justiça levantou debate nas redes, nesta segunda-feira, 13, depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender visitas do senador Flávio (PL-RJ) ao seu pai, Jair Bolsonaro, além de ter cobrado da defesa do ex-presidente explicações, em 48 horas, acerca do conhecimento da publicação de uma carta escrita por Bolsonaro e divulgada por Flávio, na internet.
Receba nossas atualizações
No período em que esteve preso, o petista recebeu mais de 500 visitas e divulgou cartas de cunho eleitoral. Ele também concedeu 22 entrevistas, conforme levantamento do Instituto Lula.
A atuação política de Lula, porém, começou antes mesmo da série de conversas com a imprensa nacional e internacional.
Em 15 de agosto de 2018, já preso havia mais de quatro meses, o PT registrou sua candidatura à Presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo Fernando Haddad como candidato a vice — houve um ato da militância em frente ao TSE.
No mesmo dia, Lula divulgou uma carta aos eleitores na qual reafirmou que permaneceria candidato e convocou apoiadores a fazer campanha em seu nome.
+ Veja mais em Política
“Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz”, escreveu o petista, ao mencionar que brigaria “pelo registro até o final”.
Meses antes, em maio, Lula já havia enviado outra carta à então presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. No documento, voltou a apoiar a própria candidatura ao Palácio do Planalto e rejeitou qualquer alternativa para substituí-lo na disputa.
“Admitir um plano B para o PT seria assumir um crime que não cometi”, disse à época. Também escreveu que permaneceria candidato “até que a verdade apareça”.
O petista até mesmo comentava partidas de futebol. Em junho de 2018, o jornalista Zé Trajano leu um texto escrito por Lula, no qual expôs seus pensamentos a respeito do Brasil na Copa, que ocorreu na Rússia.
Posteriormente, a Justiça barrou a candidatura de Lula. Dessa forma, Haddad foi candidato a presidente e perdeu para Jair Bolsonaro no segundo turno.
Tratamento dado a Lula gera debate sobre Flávio e Bolsonaro

Na decisão de Moraes, o juiz do STF disse que a publicidade dada à carta de Bolsonaro viola medidas cautelares fixadas na prisão domiciliar humanitária. Isso porque o ex-presidente, condenado a quase 30 anos de prisão por causa de uma suposta trama golpista, não pode se comunicar, nem mesmo por terceiros.
Além disso, Moraes apontou possível propaganda eleitoral antecipada, visto que Flávio é pré-candidato à Presidência. Em virtude de tudo, Moraes suspendeu as visitas de Flávio ao pai por 90 dias.
Um dos que se manifestou contra a medida foi o senador Sergio Moro (PL-PR). “Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad”, lembrou o ex-juiz da Lava Jato. “Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula. Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e pelo jeito também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do ministro Moraes.”
“A Lei de Execução Penal prevê expressamente em seu artigo 41, que o preso tem o direito de se comunicar com o mundo exterior por meio de cartas escritas ou qualquer forma de comunicação que não comprometa a moral e os bons costumes, sem esquecer ainda, do direito fundamental à liberdade de informação (de informar e de ser informado)”, acrescentou a constitucionalista Vera Chemim, mestre em Direito Público Administrativo pela FGV. “Trata-se, portanto, de uma decisão que afronta a Carta Magna e a legislação acerca do tema.”
Leia também: “Ameaça suprema”, reportagem publicada na Edição 327 da Revista Oeste
Confira ainda
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].
PF: emendas atribuídas a Cunha foram assinadas pelo Republicanos
Ida do chanceler à Câmara deve ficar para depois do recesso legislativo
Mensagens revelam que Gericinó (RJ) virou centro de decisões do Comando Vermelho
Muita tristeza ver esta perseguição ao nosso exPresidente Bolsonaro.
Praticava sexo com Janja, nas visitas da PF.
Não temos uma corte mais. Virou uma verdadeira gangue do Lula .
Chega outubro, chegaaaaa…..