Durante a sabatina que pode levá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 29 de abril, o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, deve concentrar seus esforços em responder a perguntas sobre temas sensíveis à Casa. Entre os principais pontos, segundo apuração de Oeste, está sua atuação como chefe da AGU nos casos relacionados aos atos do 8 de janeiro.
Messias deve sustentar a legalidade das prisões realizadas no contexto das investigações, em especial as detenções em flagrante, determinadas por ele.
Receba nossas atualizações
Saiba mais:
A oposição trata o tema como central em sua estratégia de questionamento ao indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O que Messias pensa sobre o aborto
A pauta do aborto também deve ganhar destaque. Segundo apurou Oeste, Messias pretende afirmar que votou contra uma proposta recente, por avaliar que ela dificultava o acesso ao aborto legal em casos de estupro. Esse argumento deve ser usado para responder a críticas e delimitar sua posição. O AGU deu um parecer contrário à resolução do Conselho Federal de Medicina que proibia a assistolia fetal — procedimento para interromper a gravidez.
Senadores da oposição ainda devem explorar temas como o caso que envolve o Banco Master e questões relacionadas ao INSS. Aliados afirmam que Messias vai defender o aprofundamento das investigações e ressaltar sua atuação à frente da AGU, especialmente em iniciativas ligadas ao INSS.
+ Entenda o que é Política
Nos bastidores, há tentativas de articulação para reduzir resistências. Governistas ouvidos por Oeste dizem que buscam viabilizar um encontro entre Messias e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), embora ainda não haja confirmação.
Durante o feriado, o indicado também se reuniu com senadores, como Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O trio relatou conversas positivas, mas manteve a indicação de voto contrário.
Na abertura da sabatina, Messias deve reforçar a defesa da separação entre os Poderes como princípio central, destacando que o Judiciário está extrapolando seu papel.
Até o momento, a contagem de votos indica cerca de 48 apoios — número suficiente para a aprovação no plenário.
O placar das últimas sabatinas de ministros do STF no Senado:
- 2021: André Mendonça recebeu 47 votos contra 32;
- 2023: Cristiano Zanin recebeu 58 votos contra 18; e
- 2023: Flávio Dino recebeu 47 contra 31 votos.
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].
Cambada de safados