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No Ponto

Diretor-geral da PF diz que não precisava ser 'vidente' para prever o 8 de janeiro

Andrei Rodrigues declarou que alertou sobre a necessidade de conter acampamento em frente ao quartel-general

diretor-geral PF
Andrei Rodrigues declarou que novas ações ainda vão ser realizadas contra as pessoas envolvidas nos atos de vandalismo | Foto: Foto: José Cruz/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse que houve “negligência de várias entidades e de vários órgãos públicos” em relação aos acampamentos em frente ao quartel-general, em Brasília.

Durante um evento sobre os dez anos da Lei Anticorrupção, Rodrigues declarou que alertou sobre a necessidade de conter os manifestantes — que estavam insatisfeitos com a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022 —, e que não era necessário ser “vidente” para concluir que o grupo avançaria para a Praça dos Três Poderes.

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“Era um acampamento de criminosos, que reunia pessoas que estavam tramando um golpe de Estado”, explicou o diretor da PF nesta segunda-feira, 31. “O que houve foi uma negligência de várias entidades, de vários órgãos públicos. Verbalizei e formalizei isso em um ofício ao ministro da Justiça, Flávio Dino, dizendo que aquelas pessoas precisavam ser contidas no acampamento, caso contrário elas iriam invadir o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. Não sou vidente, só estava vendo as coisas.”

Conforme Rodrigues, ele ainda alertou a Secretaria de Segurança do Distrito Federal às vésperas do 8 de janeiro. No evento, o chefe da PF declarou que novas ações ainda vão ser realizadas contra as pessoas envolvidas nos atos de vandalismo.

As falas do diretor-geral da PF acontecem no mesmo dia em que foram divulgados partes de um inquérito militar conduzido pelo Exército. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o documento aponta “indícios de responsabilidade” da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial (SCP) — que fica sob o guarda-chuva do Gabinete de Segurança Institucional, pelos atos do 8 de janeiro.

Conforme noticiou Oeste, em ofício enviado à CPMI do 8 de Janeiro, a SCP informou que não tinha informações sobre os riscos de ataques aos prédios públicos. Contudo, a Agência Brasileira de Inteligência garante que notificou o GSI, ao menos, 11 vezes, entre 6 e 8 de janeiro.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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8 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Também concordo com esse delegado, principalmente para quem já sabia da trama, não era mesmo necessário ter o dom da vidência. E é mais estúpido ainda, achar que aquele “exército de brancaleone” iria dar um golpe de estado. Só de olhar para pa expressão facial desse idiota, para se chegar a essa conclusão.

  2. MNJM
    MNJM

    Criminoso é quem está na Presidência da República, condenado em 3 Instâncias por corrupção, descondenado por uma manobra imoral do STF, mas NÃO INOCENTADO.
    Esse senhor parece um chefete de quinta categoria, a maioria presos ilegalmente ( inocentes) tratados sem o devido processo ilegal pela tirania do STF.

  3. Fernando Moura Neto
    Fernando Moura Neto

    Triste vermos um indivíduo que deveria ser chefe de uma organização do Estado, comportar-se como líder de facção do partido que está no poder chamando as pessoas de criminosas, enquanto cala em referência ao presidiário presidente.

  4. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    De.estado mau caráter , chamar àquelas pessoas de criminosas ,já diz o queres-te calhorda é.

  5. Betão
    Betão

    Se fizer um Rx do saco do Carniça, esse bosta vai aparecer pendurado. Um perfeito imbecil. Finge desconhecer o que todo brasileiro que presta está cansado de saber que o 8 de Janeiro foi tramado pela esquerdalha e que o comandante foi???????

  6. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Até a Rosa Weber negligenciou na segurança do stf.

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