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No Ponto

Condenado por extorsão, José Rainha diz que 'não é criminoso'

O líder de invasões também acumula pedidos de prisões, que, segundo ele próprio, já somam mais de 13

De acordo com o Ministério Público Federal, Zé Rainha utilizava os trabalhadores rurais como 'massa de manobra' | Foto: Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Durante a CPI do MST, José Rainha, um dos líderes da Frente Nacional de Lutas (FNL), disse que “não é criminoso”. Desde 1997, ele já foi condenado por duas vezes, sendo uma por duplo homicídio e outra por extorsão, formação de quadrilha e estelionato.

Em relação à condenação por homicídio, José Rainha foi absolvido, posteriormente, em segunda instância depois de recorrer. A condenação — de mais de 26 anos –, se referia ao assassinato de um fazendeiro e de um policial em 1989, em Pedro Canário, no Espírito Santo.

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Já a segunda condenação — de 31 anos –, aconteceu em 2015 devido à Operação Desfalque, da Polícia Federal. Os agentes descobriram um esquema de extorsão de empresas e desvio de verbas de assentamentos agrários.

De acordo com o Ministério Público Federal, Zé Rainha utilizava os trabalhadores rurais como “massa de manobra” para invadir terras e exigir pagamentos a proprietários. Atualmente, o processo está no Superior Tribunal de Justiça.

O líder invasões também acumula pedidos de prisões que, segundo ele próprio, já somam mais de 13. Em 2011, o aliado do presidente Lula foi preso preventivamente após ser acusado de desviar verbas públicas destinadas à reforma agrária no Pontal do Paranapanema, em São Paulo.

Meses depois, ele foi solto por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Neste ano, José Rainha retornou às páginas policiais por uma acusação parecida.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o invasor de terras seria o responsável por extorquir donos de propriedades rurais, além de exigir vantagens financeiras de, ao menos, seis vítimas. Ele foi preso, mas solto cerca de dois meses depois.

Em depoimento à CPI do MST, na quarta-feira 2, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse que a FNL exigiu R$ 2 milhões e 20 alqueires de terras para devolver uma fazenda aos proprietários.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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4 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Esse criminoso deveria ser protegido para não ser assassinado por queima de arquivo.

  2. Christian
    Christian

    Como uma pessoa desta estirpe consegue se livrar de tantas condenações?
    Tem gente graúda por trás dele apoiando o que ele faz.
    Alguma dúvida ?

  3. MNJM
    MNJM

    Tadinho um santo homem. Muita cara de pau desse cretino .B A N D I D O

  4. PCC
    PCC

    Realmente esse aí não é criminoso não, ele só é bandido.

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