A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) está certa de que concorrerá ao Senado em 2026. Mesmo diante da incerteza sobre o apoio do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), a parlamentar aguarda um contato com os líderes do partido para definir a candidatura à Casa Alta.
De Toni prefere viabilizar o projeto pelo PL. Contudo, outros cinco partidos já lhe fizeram convite para as próximas eleições. A deputada pretende retomar as conversas a partir de dezembro, depois do nascimento da filha.
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O acordo inicial com o PL previa que De Toni disputaria o Senado com o apoio de Jorginho. Já o Progressistas (PP), por meio da Federação União–PP, se manteria na base do governo estadual em troca da indicação de um candidato ao Senado. Esperidião Amin (PP) seria o nome consensual.
O objetivo dessa articulação era preservar a unidade da direita em torno de um mesmo projeto ao governo catarinense. Jorginho, favorito na disputa, deve enfrentar nas urnas o prefeito de Chapecó e aliado de Gilberto Kassab, João Rodrigues (PSD).
A ideia inicial mudou quando o ex-presidente Jair Bolsonaro sinalizou que pretendia lançar um dos filhos, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), como candidato ao Senado por Santa Catarina.

Carlos é nome certo na disputa pelo Senado
Ao ser indagado por Oeste, o governador catarinense chancelou a candidatura de Carlos ao Senado. “É o candidato do presidente Bolsonaro”, observou. “Então, é o meu candidato também.” Contudo, hesitou ao falar sobre De Toni e Amin. “São dois grandes nomes e estarão conosco”, disse. “Temos um ano ainda para a eleição e muita conversa.”
Jorginho sabe que romper o acordo com o PP e apoiar exclusivamente Carol poderia isolar o governo estadual, pois a Federação União–PP garante o tempo de TV e a capilaridade política que o PL sozinho não teria. Ao mesmo tempo, não quer se indispor com Bolsonaro.

Impasse no PL
Nas redes sociais, a deputada estadual e articuladora da direita em Santa Catarina, Ana Campagnolo (PL), confirmou que o acordo inicial era lançar De Toni como candidata ao Senado. “Só disse que as pessoas precisam saber disso, saber das coisas como são”, escreveu a parlamentar, no Instagram, ao comentar o acordo do PL com a Federação União-PP para lançar Amin ao Senado.

Em outra publicação, Campagnolo disse que a candidatura de Carlos ao Senado é bem-vinda em Santa Catarina. Contudo, salientou a importância de a chegada do filho de Bolsonaro não ser motivo de desunião entre os filiados ao PL. “Nosso Estado é o melhor do Brasil, e nosso partido aqui é bem coordenado e organizado”, escreveu, no Instagram. “Você é bem-vindo ao nosso Estado, amamos receber todos vocês da família Bolsonaro aqui. Porém, peço encarecidamente que a sua chegada aqui não seja marcada por desunião e que nosso trabalho de base, nossos vereadores, nossos prefeitos, nossos colegas de partido não sejam punidos.”

De Toni, que teve papel decisivo nas eleições municipais de 2024, acredita que tem força política e legitimidade para representar o eleitorado conservador no Senado. De acordo com o mais recente levantamento da Paraná Pesquisas, Carlos é o favorito na disputa, com 22,2% dos votos. De Toni aparece na sequência, com 19,9%, seguida por Décio Lima (PT), com 17,2%, e Esperidião Amin (PP), com 14,5%.
Carlos garante De Toni como candidata
Na semana passada, Carlos usou as redes sociais para desmentir eventuais disputas internas pelo Senado em Santa Catarina. “Há um plano cristalino e diário para desconstruir Jair Bolsonaro”, escreveu o vereador carioca. “Os pré-candidatos ao Senado em Santa Catarina de Jair Bolsonaro são Carol De Toni e Carlos Bolsonaro.”
A candidatura de De Toni pode não vir pelo PL. O Novo, por exemplo, é um dos cinco partidos que fizeram convite para a deputada concorrer ao Senado em 2026. A depender do acordo a ser costurado com a direita catarinense, De Toni poderá receber apoio dos aliados de Bolsonaro mesmo se concorrer por outras legendas.
Uma publicação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) simboliza esse novo arranjo político em Santa Catarina. “Bolsonarista não se importa com partido, desde que não seja PT e seus puxadinhos”, escreveu, no X. “Bolsonarista não vota em quem o ‘partido do Bolsonaro’ manda. Quem ignora isto é que vive numa bolha e acaba se desgastado.”
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Algumas coisas que não consegui entender (nem engolir) nesse artigo:
1) O autor começa dizendo “o acordo inicial com o PL previa etc” e vai em frente. Pera aí, que acordo é esse? Quem propôs? Quem formalizou? Por que não há um link para uma matéria que descreve esse acordo, caso a Oeste já tenha publicado algo a esse respeito?
2) Mais abaixo o autor publica um print de uma manchete escandalosamente mentirosa do Estadão que diz: “Caroline de Toni acerta candidatura ao senado pelo Novo etc”. Essa afirmação é desmentida pelo próprio jornal já no subtítulo da matéria. Foi apenas um convite, não um acerto. Como o autor não é analfabeto, fica parecendo que a verdadeira intenção desse print foi chamar a atenção do leitor para o NOVO.
3) Isso se confirma logo na linha de baixo, quando o autor diz que “o Novo, por exemplo, é um dos cinco partidos que fizeram convite para a deputada etc”. Quais são os outros partidos? O autor não se interessou em mencionar. Seu foco é levantar o nome do Novo. Nada mais.
Por isso que o Nine ganha eleição.
Idem idemCarol excelente 🙋♀️
Se eu fosse Catarinense votaria nela com toda certeza
Bom dia. Pensei exatamente o mesmo, exatamente.