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No Ponto

Barroso adia votação que trata da correção do FGTS, e governo Lula ganha fôlego

Ministros de Estado se reuniram com o presidente do STF

barroso sindicatos
O ministro Luís Roberto Barroso assume a presidência do STF - 28/09/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo

Após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e integrantes do governo, nesta segunda-feira, 16, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, adiou a votação no STF da correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Dessa forma, a sessão que ocorreria na quarta-feira 18 ficará para 8 de novembro. Durante o encontro, Haddad apresentou as preocupações do governo sobre os impactos que uma eventual mudança no cálculo pode ter nas contas públicas.

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correção fgts
Ministros do governo Lula se encontram com o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, para tratar da correção do FGTS, no CNJ – 16/10/2023 | Foto: Divulgação/STF

“Até lá, o governo apresentará novos cálculos em busca de uma solução, que será levada pelo presidente aos demais ministros do STF”, informou a Corte, em nota.

Embora haja data marcada para a próxima sessão, Barroso e integrantes do Poder Executivo devem agendar mais uma reunião. O objetivo é que STF e o Palácio do Planalto cheguem a um consenso.

Ação que trata da correção do FGTS

Nesta semana, o STF julgaria a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5090, movida pelo Solidariedade em 2014.

De acordo com a ADI, a correção monetária dos saldos do FGTS tem de ser feita a partir de um indicador inflacionário, como o INPC ou o IPCA. Atualmente, o rendimento é calculado com base na Taxa Referencial, mais 3% ao ano.

Conforme o Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, há um acúmulo de quase R$ 750 bilhões de diferença entre o valor a que os cotistas do FGTS teriam direito e o que foi efetivamente recebido, caso a correção dos saldos tivesse sido feita pela inflação, desde janeiro de 1999.

Relator da ADI, Barroso acatou parcialmente o pedido do Solidariedade. O ministro do STF entendeu que a remuneração das contas do FGTS não pode ser inferior à da caderneta de poupança.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

1 comentário
  1. Judson Franchi
    Judson Franchi

    Mais uma vez a famigerada letra L se faz presente:

    Mais uma beLa escoLha dos miLhares e das miLhares de Lacraias Lacaias FazueLe.
    Ao invés da justa e correta retribuição de milhões, quando muito migaLhas. FeLicitem-se com elas.

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