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No Ponto

Advogados de Tagliaferro apontam omissão de Cármen e cobram decisão sobre liminar

Defesa foi ao STF para a relatora analisar requerimento com urgência

tagliaferro
A ministra do STF Cármen Lúcia, durante sessão na Primeira Turma da Corte - 18/06/2024 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

A defesa de Eduardo Tagliaferro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao alegar omissão da ministra Cármen Lúcia na análise de um pedido liminar.

Ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tagliaferro revelou a “Vaza Toga”, escândalo no qual se descobriu um gabinete paralelo no TSE para perseguir a direita.

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Protocolado na noite do domingo 22 pelos advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira, o mandado de segurança (MS) obtido com exclusividade por Oeste afirma que a solicitação não tem análise desde 2 de fevereiro.

Um dos argumentos centrais da defesa no processo original é que Tagliaferro não poderia ter sido citado por edital.

De acordo com os advogados, Tagliaferro possui endereço conhecido na Itália, o que afastaria a hipótese de “local incerto e não sabido” e exigiria, em tese, a adoção de mecanismos formais de cooperação internacional.

Se o presidente do STF, Edson Fachin, entender que há fundamento no MS apresentado ontem, poderá determinar que Cármen aprecie a liminar. Na hipótese de a ministra conceder, os efeitos da citação por edital poderão ser suspensos. Caso rejeite, a citação permanecerá válida, e o processo seguirá normalmente.

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Argumentos da defesa de Tagliaferro

Eduardo Tagliaferro, então chefe da AEED (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) do TSE, e o ministro Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes sociais
Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, e o ministro Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ainda segundo a defesa, a ausência de manifestação sobre a liminar compromete a utilidade do mandado de segurança original.

Segundo os advogados, enquanto não houver decisão, o ato interpelado continua produzindo efeitos no processo principal, o que poderia impactar o exercício do contraditório e da ampla defesa.

Na petição, os advogados também solicitam a concessão dos benefícios da gratuidade da Justiça.

Eles afirmam que Tagliaferro está desempregado e reside na Itália, razão pela qual não teria condições de arcar com custas processuais.

Leia também: “Desunidos de toga”, reportagem publicada na Edição 310 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

4 comentários
  1. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Ela está aguardando as ordens dos seus mentores para fazer o que eles mandarem.

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Se fosse de um fdp esquerdista essa pilantra já tinha despachado a favor da esquerdalha.

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