A primeira reunião de líderes para tratar da pauta da semana na Câmara dos Deputados foi marcada por um embate entre o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ).
Segundo relatado a Oeste por fontes, Motta teria subido o tom na reunião com Lindbergh, ao iniciar a discussão do Projeto de Lei 5.582/2025, também conhecido como PL Antifacção. O presidente criticou a postura do petista depois da escolha do relator da proposta, o deputado Guilherme Derrite (PL-SP).
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+ ‘É hora de endurecer a lei’, diz Derrite
Nos últimos dias, o petista publicou uma série de tuítes em que chama o substitutivo de Derrite de uma “nova PEC da blindagem”. Lindbergh acusou o relator de enfraquecer a Polícia Federal (PF) e de representar uma “manobra inconstitucional” para limitar investigações interestaduais.
“O relatório do Derrite é uma nova versão da PEC da blindagem ou PEC da bandidagem”, escreveu Lindbergh. “Em vez de fortalecer o combate ao crime, o relator faz o oposto: tira poder da PF, protege redes de lavagem e impede a cooperação entre polícias.”
Motta se exalta
Na reunião, conforme relato por fonte, Motta teria cobrado respeito de Lindbergh como presidente da Casa, chegando a bater na mesa: “Eu ajudo o governo quando é preciso, mas quando tomo uma decisão, vocês já vêm com ofensas descabidas”.
O paraibano ainda classificou as críticas de Lindbergh como “infundadas” e “políticas”, lembrando que o texto, embora de autoria do Executivo, será relatado por Derrite justamente para incorporar mudanças de consenso entre governo e oposição.
Reunião e ajustes no texto
O PL Antifacção deve ter sua urgência e o mérito já nesta quarta-feira, 12. A deliberação em plenário depende da construção de um relatório em consenso com líderes partidários, conforme anunciado por Motta.
Caso Derrite consiga o apoio necessário e ajuste pontos do texto a pedido do governo por meio de seu líder, Lindbergh, a votação deve ser mantida. Alterações feitas pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também devem ser acatadas — Motta se reuniu com o integrante do governo nesta tarde.
Uma nova reunião de líderes foi marcada na tarde desta segunda-feira, 11. Se não houver acordo, a votação deve ser adiada para a próxima semana.
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