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No Ponto

A reunião de Bolsonaro com aliados depois de denúncia na PGR

O ex-presidente é acusado por cinco crimes, entre eles organização criminosa, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito

Proposta pode ser inócua para reabilitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
A denúncia contra Bolsonaro foi apresentada na terça-feira 18 | Foto: | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou uma reunião com aliados na manhã desta quarta-feira, 19, para tratar sobre seu indiciamento pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Bolsonaro é acusado de cinco crimes:

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  • Organização criminosa;
  • Golpe de Estado;
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Dano qualificado com uso de violência e grave ameaça; e
  • Deterioração do patrimônio tombado. 

A denúncia da PGR se baseia na delação premiada do ex-ajudante de ordens do presidente de honra do Partido Liberal. Somadas, as penas pelos crimes podem ultrapassar 43 anos de prisão.

Bolsonaro se encontra com aliados

Nesta manhã, Bolsonaro esteve acompanhado do filho Jair Renan Bolsonaro em um encontro com aliados. O encontro ocorreu na residência do líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS).

Oeste apurou com parlamentares presentes na reunião que Bolsonaro está tranquilo diante do indiciamento. Além disso, foi destacado que a denúncia contra o ex-presidente é baseada em uma única delação, de Mauro Cid, sem provas concretas. 

Aliados apontam uma perseguição política para impedir que Bolsonaro concorra à Presidência da República em 2026, e que a delação de Mauro Cid está “recheada de contradições”.

Depois da reunião, pela rede social X, o ex-presidente voltou a negar sua participação nos crimes citados pela PGR. “O mundo está atento ao que se passa no Brasil”, escreveu. 

“O truque de acusar líderes da oposição democrática de tramar golpes não é algo novo: todo regime autoritário, em sua ânsia pelo poder, precisa fabricar inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias”, afirmou.

Bolsonaro destacou que é “assim que acontece” na Venezuela, na Nicarágua, em Cuba e na Bolívia. “O mundo está atento e seguiremos fazendo nossa parte para que todos saibam o que se passa hoje no Brasil”, acrescentou.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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