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No Ponto

A frase mais ridícula da semana (11)

O vencedor da semana foi o ministro da Fazenda, Fernando Haddad

fernando haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em pronunciamento oficial | Foto: Reprodução/Youtube

Um pronunciamento oficial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o pacote de corte de gastos do governo não saiu como o esperado. Logo depois do anúncio, na quarta-feira 27, o mercado financeiro reagiu negativamente e levou à disparada do dólar. 

Haddad fez do anúncio oficial sobre os ajustes fiscais um momento de pré-campanha eleitoral. Anunciou uma reforma da renda — mesmo sem especificar o seu início — e, mesmo garantindo uma “economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos”, causou insegurança. 

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+ Haddad anuncia isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

O ministro de Lula disse que a isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil seria compensado com um maior tributo para os cidadãos com renda superior a R$ 50 mil. Apesar da fala, manteve-se a incerteza. Isso porque a medida pode gerar um impacto fiscal de R$ 35 bilhões.

“Se no passado recente, a falta de justiça tributária manteve privilégios para os mais ricos, sem avanços na redistribuição de renda, agora arrecadamos de forma mais justa e eficiente”, declarou. “Cumprimos a lei e corrigimos distorções. Foi assim com a tributação de fundos em paraísos fiscais e fundos exclusivos dos super-ricos.”

+ Haddad confirma novo imposto e, sem explicar, promete reduzir R$ 70 bi em gastos

O ministro disse que se trata da “maior reforma da renda de nossa história”. “Honrando os compromissos assumidos pelo presidente Lula, com a aprovação da reforma da renda, uma parte importante da classe média, que ganha até R$ 5 mil por mês, não pagará mais Imposto de Renda”, declarou.

“A nova medida não trará impacto fiscal, ou seja, não aumentará os gastos do governo. Porque quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais. Tudo sem excessos e respeitando padrões internacionais consagrados”, alegou.

Haddad anuncia corte de gastos

Durante seu anúncio à nação, o ministro da Fazenda declarou que o governo estima economizar R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. Disse que a maior tributação para quem ganha mais de R$ 50 mil, assim como uma mudança nas aposentadorias dos militares e uma reforma nas “regras do orçamento” vão proporcionar a redução de gastos.

O integrante do alto escalão afirma que “essas medidas” vão auxiliar nessa economia, tal como “consolidam o compromisso deste governo com a sustentabilidade fiscal do país”. “Para garantir os resultados esperados, em caso de déficit primário, ficará proibida a criação, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários”, acrescentou. 

Leia as três mudanças anunciadas para a economia de R$ 70 bilhões:

  • “Para garantir que as políticas públicas cheguem a quem realmente necessita, vamos aperfeiçoar os mecanismos de controle, que foram desmontados no período anterior. Fraudes e distorções atrasam o atendimento a quem mais precisa. Para as aposentadorias militares, promoveremos mais igualdade, instituindo uma idade mínima para a reserva e limitando a transferência de pensões, além de outros ajustes. São mudanças justas e necessárias.”
  • “Para atender às famílias que mais precisam, o abono salarial será assegurado a quem ganha até R$ 2.640. Esse valor será corrigido pela inflação nos próximos anos e se tornará permanente quando corresponder a um salário mínimo e meio. As medidas também combatem privilégios incompatíveis com o princípio da igualdade. Vamos corrigir excessos e garantir que todos os agentes públicos estejam sujeitos ao teto constitucional.”
  • “Junto com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, aprimoramos as regras do orçamento. O montante global das emendas parlamentares crescerá abaixo do limite das regras fiscais. Além disso, 50% das emendas das comissões do Congresso passarão a ser obrigatoriamente destinadas à saúde pública, reforçando o SUS.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

8 comentários
  1. Daniel Ferreira de Oliveira
    Daniel Ferreira de Oliveira

    Quem observou Fernando Henrique (plano Real), ou Paulo Guedes administrar (durante uma pandemia), obviamente não devia considerar as capacidades e a competências do atual Ministro.
    Paulo Guedes mesmo sendo um dos melhores profissionais, a cada proposta, teve que sofrer e aguentar “bullying” de políticos inescrupulosos…
    Agora porquê o Taxadd não recebe o mesmo convite dos nossos parlamentares para uma “sabatina construtiva”?

  2. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Fico me perguntando onde estão TODAS AS BESTAS, INCLUINDO OS RICOS E OS POBRES QUE SE VENDERAM, se estão felizes por estas merdas que estão acontecendo no país? Isso é motivo urgente de uma intervenção nesse governo de ladrões, corruptos, escarrados, com um STF ladrão e muito corrupto! Isso, FDP de você ,Moraes, há motivos de sobra, seu infeliz! que o infernos os levem bem rápido!

  3. R Fortes
    R Fortes

    Seria somente um “bucha de canhão” enquanto outros agem na surdina via BNDES, BC, EMENDAS, etc …. ?

  4. HELIO JORGE DA SILVA
    HELIO JORGE DA SILVA

    O Brasil é HEXA, dólar a +6 reais, parabéns aos inúteis envolvidos.

  5. Almicre Piovezan
    Almicre Piovezan

    O problema é que Haddad falou tudo isso em cadeia nacional.

  6. Flavio Martins Viana
    Flavio Martins Viana

    É um comédia, ANALFABETO em economia. É a cara da incompetência do pt.

  7. José Rubens Medeiros
    José Rubens Medeiros

    Esse cidadão, como ele próprio confessou de viva voz há pouco tempo, NÃO É ECONOMISTA na acepção plena, NÃO ENTENDE DE ECONOMIA, NÃO ESTÁ APTO para o cargo que ocupa, nem em termos TÉCNICOS (como óbvio), nem em termos de ideologia, já que ele faz tudo o que a cúpula COMUNISTA que se instalou no Brasil determina.

  8. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    É dificil mesmo comentar! Cada dia um desastre(cagada?) novo, com as mesmas causas , comentarios ficam repetitivos: fuck you Brasil! Come on, fellas! Em ingles pra Janja poder ler!

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