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Zelensky vai à Finlândia para discutir 'trégua' no Leste Europeu

O encontro ocorre um dia depois da conversa telefônica entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin

Zelensky
O presidente finlandês ressalta que os países que fazem fronteira com a Rússia não podem enviar militares à Ucrânia | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, vai se reunir com os líderes dos Estados nórdicos em Helsinque, na Finlândia, nesta quarta-feira, 19. O jornal francês Le Figaro publicou as informações.

Em comunicado, o presidente finlandês, Alexander Stubb, ressalta que “as negociações oficiais no Palácio Presidencial se concentrarão no apoio da Finlândia à Ucrânia e nas medidas para acabar com a guerra de agressão da Rússia”.

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Recentemente, Stubb declarou que os países que fazem fronteira com a Rússia, como a Finlândia, não podem enviar militares à Ucrânia, pois sua prioridade é a defesa de seus próprios territórios.

“O Reino Unido e a França estão empenhados em manter algum tipo de presença de tropas na Ucrânia”, disse o líder nórdico. “Mas os países que partilham uma fronteira com a Rússia têm a responsabilidade de defender a Otan nessa fronteira, pelo que os seus contributos serão diferentes”.

Zelensky também deve se reunir com Jussi Halla-aho, presidente do Parlamento da Finlândia, e com o primeiro-ministro Petteri Orpo.

O encontro ocorre um dia depois da conversa telefônica entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Vladimir Putin, da Rússia. Os líderes discutiram o cessar-fogo de 30 dias proposto pela Casa Branca e aceito por Kiev.

Trump negocia para que Putin aceite cessar-fogo com Zelensky

O secretário de Imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov, informou ao jornal russo Tass que a ligação entre Trump e Putin durou aproximadamente duas horas.

Fontes ligadas à CNN afirmam que as prioridades do telefonema eram garantir um acordo sobre as concessões do Kremlin. Também estava em pauta a retirada das tropas russas da Ucrânia.

Putin teme que uma pausa temporária nos combates permita o reagrupamento das forças ucranianas e interrompa os avanços dos russos no país. Além disso, ele vê a trégua como uma possível ameaça à consolidação dos territórios já conquistados por Moscou.

+ Leia também: “Estados Unidos sabiam da ofensiva de Israel contra o Hamas, informa porta-voz de Trump”

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