O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou, nesta quarta-feira, 16, ao Parlamento do país o “Plano da Vitória”. O projeto, que contém cinco pontos principais e três adicionais mantidos em sigilo, busca fortalecer a posição da Ucrânia para iniciar conversas de paz com a Rússia e encerrar a guerra até o próximo ano.
No cerne do plano está a aspiração da Ucrânia de receber um convite para ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que, segundo Zelensky, seria um passo crucial para a adesão plena ao bloco militar. No entanto, as nações aliadas têm demonstrado hesitação em atender a este pedido, especialmente enquanto o conflito com a Rússia persiste.
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O primeiro ponto do plano enfatiza a necessidade de fortalecer a defesa da Ucrânia. Zelensky propôs melhorias nos sistemas de defesa aérea e reiterou a solicitação a aliados para que flexibilizassem as restrições sobre o uso de mísseis de longo alcance, a fim de atingir alvos mais profundos na Rússia. Esta solicitação já havia sido negada anteriormente pelos Estados Unidos.
Zelensky fez um apelo à sua base parlamentar. “Se começarmos a implementar este Plano da Vitória agora, podemos conseguir encerrar a guerra não mais tarde que o próximo ano.”
A declaração busca mobilizar apoio tanto internamente quanto entre os parceiros internacionais da Ucrânia.
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No entanto, a proposta de Zelensky não foi acompanhada por apoio explícito de seus aliados. Em viagem por países como Reino Unido, França, Itália e Alemanha, que precedeu sua apresentação ao Parlamento, o presidente ucraniano não obteve respaldo público para seu plano.
Segurança do país é prioridade de Zelensky
Além das questões de defesa, Zelensky destacou a importância de operações conjuntas com países vizinhos da Europa para interceptar mísseis e drones russos. Esta proposta, no entanto, foi recebida com ceticismo. O então secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança não se envolveria diretamente no conflito.
Zelensky também reiterou que a Ucrânia não aceitará um “congelamento” das hostilidades ou concessões territoriais. Ele enfatizou que a Ucrânia está aberta ao diálogo, mas apenas dentro de uma “diplomacia honesta”, que não comprometa a soberania ucraniana.

O plano inclui uma nova proposta para o desenvolvimento de um “pacote estratégico de dissuasão não nuclear”, que seria implantado no território ucraniano. Zelensky argumentou que uma dissuasão forte obrigaria a Rússia a participar de um processo diplomático genuíno, em vez de continuar com suas agressões.
Por fim, o presidente ucraniano destacou a necessidade de um plano para a recuperação econômica do país e previu que a força e a experiência das Forças Armadas da Ucrânia poderiam ser utilizadas para fortalecer a defesa europeia no pós-guerra, até mesmo ao substituir algumas forças dos EUA na região.
Zelensky encerrou sua apresentação ao ressaltar que os ucranianos merecem uma paz digna e justa. Dessa forma, afirmou que a formulação de paz proposta pelo governo é uma garantia de negociações que não exigem que a Ucrânia aceite injustiças.
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