O colapso de parte de uma ponte recém-entregue interrompeu uma importante rodovia no sudoeste da China, na província de Sichuan, nesta terça-feira 11. O incidente ocorreu poucos meses depois da finalização da obra, sem deixar feridos, conforme informaram as autoridades locais.
A Ponte Hongqi, com 758 metros de extensão, integrava a rota estratégica que conecta o interior chinês ao Tibete.
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O governo de Maerkang informou que suspendeu o tráfego na segunda-feira 10, por causa do aparecimento de rachaduras em encostas e vias próximas, além da instabilidade no terreno montanhoso.
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No dia seguinte, a situação do solo piorou rapidamente, desencadeando deslizamentos de terra que resultaram na queda parcial da ponte.
Segundo a construtora Sichuan Road & Bridge Group, responsável pela obra, a conclusão ocorreu no início deste ano.
As autoridades seguem apurando as razões para o desabamento e monitoram possíveis novos deslizamentos nas áreas ao redor, avaliando os riscos à infraestrutura e ao tráfego local.
🇨🇳 A ponte Hongqi, que liga a China ao Tibete pela província de Sichuan, desabou nesta terça-feira.
— Rafael Fontana (@RafaelFontana) November 11, 2025
Inaugurada há poucos meses, ela apresentava rachaduras e havia sido interditada dias atrás.
Não informações de vítimas fatais.
Esta é a China real. pic.twitter.com/Mt5q3nR4sx
China e Tibete mantêm relação tensa
Depois de um intervalo de quatro anos desde sua última visita, Xi Jinping, ditador da China, retornou ao Tibete em agosto deste ano, acompanhado por Wang Huning e Cai Qi, que ocupam posições de destaque no Partido Comunista.
O deslocamento ocorreu em um momento de atenção internacional sobre a relação da China com minorias étnicas e com a Índia, país vizinho que compartilha uma longa e tensa fronteira com o território tibetano.
Leia também: “A utopia brasileira e o pragmatismo chinês”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 292 da Revista Oeste
A Região Autônoma do Tibete foi criada em 1965, seis anos depois do exílio do 14º Dalai Lama na Índia, estabelecendo-se como a quinta e mais recente região autônoma chinesa, ao lado de Mongólia Interior, Xinjiang, Guangxi e Ningxia.
A proposta oficial era garantir maior participação política e liberdade religiosa aos grupos étnicos locais, como os tibetanos.
Repressão e controle no Tibete
Entidades internacionais de direitos humanos e comunidades tibetanas no exílio frequentemente acusam o governo chinês de exercer repressão no Tibete, afirmação que as autoridades de Pequim rejeitam.
Durante sua visita anterior, em julho de 2021, Xi Jinping pediu que os tibetanos “sigam o partido”, numa demonstração de confiança do Partido Comunista em sua autoridade sobre uma região historicamente marcada por protestos.
O histórico de visitas de líderes chineses ao Tibete é restrito: antes de Xi, Jiang Zemin esteve na região apenas em 1990. Em 2015, Yu Zhengsheng, então com posição equivalente à de Wang Huning, representou o partido nas comemorações de 50 anos da fundação da Região Autônoma, antes de se aposentar.






































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