A crise interna no governo britânico escalou nesta sexta-feira, 5, com a renúncia de Angela Rayner, até então vice-primeira-ministra e vice-líder do Partido Trabalhista.
Rayner afirmou ter cometido um erro ao pagar menos impostos do que deveria na compra de um imóvel. A ação desencadeou sua saída do cargo e uma ampla reconfiguração do gabinete do premiê Keir Starmer.
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O episódio envolve a aquisição de um apartamento em Hove, no sul da Inglaterra. Para concluir a operação, ela retirou seu nome de um imóvel anterior no norte do país.
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Essa manobra resultou em uma economia indevida de aproximadamente £ 40 mil (R$ 293 mil) em tributos — fato interpretado como violação do código de conduta ministerial.
A saída de Rayner forçou Starmer a reorganizar sua equipe de governo. O chanceler David Lammy passa a ocupar a vice-liderança, acumulando o posto com o Ministério da Justiça.
No lugar de Lammy, a atual secretária para Assuntos Internos, Yvette Cooper, assume as Relações Exteriores. Cooper, por sua vez, será substituída por Shabana Mahmood, até então ministra da Justiça.
Também deixam o governo o secretário para a Escócia, Ian Murray, e a líder da Câmara dos Comuns, Lucy Powell. Em nota, Rayner declarou ter tomado a decisão por causa dos impactos pessoais da crise.
“Arrependo-me profundamente de não ter buscado aconselhamento tributário especializado”, disse Rayner. “Assumo total responsabilidade. Diante do impacto sobre minha família, decidi renunciar.”
Rayner era ponte entre as alas do partido
Rayner tornou-se a oitava baixa no governo desde julho do ano passado, quando os trabalhistas assumiram o poder com vitória sobre os conservadores.
Considerada uma das figuras mais populares da legenda, ela representava uma rara ponte entre as alas progressistas e moderadas do partido.
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O Reform UK, legenda populista comandada por Nigel Farage, reagiu com entusiasmo. Em evento realizado em Birmingham, o presidente do partido, David Bull, ironizou: “O governo está desmoronando enquanto falamos”.
A oposição tenta capitalizar o episódio para fragilizar ainda mais o premiê, cuja imagem já sofre com a queda de confiança em setores da sociedade. O caso Rayner, além do desgaste institucional, acende alertas dentro do Partido Trabalhista sobre a condução ética de seus quadros mais próximos do poder.
Partido Trabalhista e PT são a mesma coisa.
Duas 💩💩💩💩…!
OITO BAIXAS NO GOVERDO EM UM POUCO MAIS DE 2 MESES. QUE EXEMPLO…
Esquerda sendo esquerda!