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Nesta sexta-feira, 3, autoridades iranianas começaram homenagens ao ex-líder supremo Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em ataques de Israel e EUA. Espera-se a participação de 15 a 20 milhões de pessoas na capital, onde o caixão ficará exposto até a segunda-feira 6. O presidente do Irã e o presidente do Parlamento estiveram presentes, enquanto o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, permanece ausente por causa de ferimentos.
Autoridades iranianas prestam homenagens, nesta sexta-feira, 3, ao ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro nos ataques de Israel e dos Estados Unidos durante a guerra no Oriente Médio.
A cerimônia começou em Teerã, capital do Irã, e marca o início das homenagens que culminarão no funeral nacional, previsto para este sábado, 4. As autoridades estimam a participação de 15 a 20 milhões de pessoas apenas na capital.
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O caixão de Ali Khamenei permanecerá exposto ao público até a segunda-feira 6, no Complexo da Mesquita Grande Mosalla. O espaço foi decorado com grandes retratos do ex-líder, bandeiras pretas, em sinal de luto, e bandeiras vermelhas, que simbolizam martírio e vingança.
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento e líder da equipe de negociação iraniana, participaram das homenagens. O governo ainda não confirmou a presença de Mojtaba Khamenei, filho de Ali e atual líder supremo do país.
Segundo informações divulgadas pelo regime, Mojtaba ficou ferido nos ataques que mataram o pai. Desde o início da guerra, ele tem se manifestado apenas por mensagens escritas, sem aparições públicas.

O cortejo do ex-líder supremo do Irã
A organização da cerimônia espalhou imagens de Ali Khamenei com o punho erguido por todo o local. Em uma das faixas, lê-se a mensagem: “Teu nome permanecerá eterno nesta terra de ouro”. Painéis e faixas em homenagem ao ex-líder também foram instalados em diferentes pontos de Teerã.
Na segunda-feira, o caixão será levado em cortejo pelas ruas da capital. No dia seguinte, seguirá para a cidade sagrada de Qom.
Em 1989, quando morreu o fundador da República Islâmica e predecessor de Ali Khamenei, o aiatolá Ruhollah Khomeini, cerca de 10 milhões de pessoas participaram da cerimônia fúnebre, segundo o regime iraniano. Na ocasião, tumultos e avalanches humanas provocaram a morte de mais de dez pessoas.
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As cerimônias fúnebres ocorrem em um cenário de tensão diante do cessar-fogo considerado frágil entre Teerã e Washington. Nesta sexta-feira, a capital iraniana teve a segurança reforçada para a cerimônia.
O Aeroporto de Teerã opera parcialmente e permanecerá totalmente fechado na segunda-feira, quando o governo decretou feriado nacional. Os centros comerciais fecharão as portas e as empresas suspenderão as atividades.
O sepultamento de Ali Khamenei está marcado para 9 de julho, na cidade sagrada de Meshed, no nordeste do Irã, onde ele nasceu. Antes disso, o caixão fará uma parada, na quarta-feira 8, no Iraque, país vizinho de maioria xiita.
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