A capital venezuelana registrou, nesta quinta-feira, 12, uma grande mobilização, pouco mais de um mês depois da captura do ex-ditador Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos.
O ato, que faz parte de manifestações organizadas em 17 Estados, antecede a análise de uma lei de anistia considerada histórica pelo país.
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Uma multidão concentrou-se no entorno da principal universidade de Caracas, respondendo a um chamado estudantil para o Dia Internacional da Juventude.
Paralelamente, o movimento chavista organizou uma manifestação própria no centro da cidade, reunindo diversos participantes, conforme relato de jornalistas da AFP.
Pressão por anistia
Na Praça da Reitoria da Universidade Central da Venezuela (UCV), estudantes e parentes de presos políticos exigiram a aprovação imediata da anistia e a libertação de todos os detidos por razões políticas.
A ONG Foro Penal calcula que mais de 600 pessoas seguem presas, apesar do processo de indultos iniciado em 8 de janeiro.
Desde cedo, centenas de universitários compareceram com faixas e bandeiras, reivindicando transparência no Legislativo e a garantia de que prisões motivadas por razões políticas não voltem a ocorrer.
Uma faixa trazia o apelo: “Anistia já!”, enquanto manifestantes entoavam: “Nem um, nem dois: que todos sejam soltos!”.
A líder opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, afirmou no X: “A Venezuela será livre! Viva os nossos estudantes!.”
Representantes estudantis destacam que mais de 200 jovens e vários professores permanecem presos por questões políticas.
Eles cobram que a anistia inclua todos os afetados pelo regime chavista desde 1999, ano em que o ditador Hugo Chávez assumiu o poder, até os dias atuais, ressaltando o impacto das prisões de Maduro e de Cília Flores em 3 de janeiro.
Debate parlamentar e critérios da lei de anistia
No Parlamento, deputados iniciam nesta quinta-feira, 12, a etapa final do debate sobre a lei de anistia geral, que prevê a libertação de presos políticos em larga escala.
A presidente interina Delcy Rodríguez, no cargo desde a detenção de Maduro, conduziu o processo sob pressão dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump, que agora controla o petróleo venezuelano.
Depois de assumir o governo, Delcy Rodríguez propôs a soltura de mais de 400 detidos, concedendo-lhes liberdade condicional.
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Especialistas acreditam que a nova anistia pode ampliar ainda mais o número de beneficiados, sem exigências específicas.
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Organizações de direitos humanos, entretanto, cobram clareza quanto aos critérios para concessão do benefício.
Segundo o texto em análise, ficam excluídos da anistia aqueles envolvidos em violações graves de direitos humanos, crimes contra a humanidade, homicídios dolosos, tráfico de drogas com pena superior a nove anos e crimes contra o patrimônio público.
O governo classifica a proposta como ambiciosa e capaz de representar uma mudança significativa no cenário político.









































Será o grande teste desta ditadura de m…… .