Nicolás Maduro já recebeu uma carta em sua primeira semana preso. Uma estudante de Relações Internacionais venezuelana residente nos Estados Unidos desde 2015 reuniu diversas mensagens de outros compatriotas em uma correspondência de três páginas, encaminhada à cela do ex-ditador no Centro de Detenção Metropolitano, em Nova York.
“Os venezuelanos te desejam um feliz ano”, começa a carta, divulgada pela estudante em seu perfil no X. “Uma carta de mensagens anônimas para Nicolás Maduro Moros. Que agora está em Nova York.” O meme de um gato gargalhando estampa a primeira página junto às três frases.
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O restante da correspondência é um compilado de 35 mensagens, cada uma enviada por um usuário do X a Luisanna. Os recados vão do deboche à exposição de tragédias vividas por quem experimentou pessoalmente o regime chavista sob o comando de Maduro.
Ya la mandé pic.twitter.com/vk5kiZfLse
— storm🇻🇪 (@ssstormzzz) January 8, 2026
“Não há cela escura o suficiente para pagar a fome e o exílio de milhões”, diz a primeira mensagem a Maduro. “Que sua única companhia seja sua consciência e que o destino lhe conceda uma vida longa, mas atrás das grades, para que veja, do seu esquecimento, como a Venezuela renasce sem você.”
Outros venezuelanos aproveitaram a oportunidade de dizer a Maduro o que a ditadura socialista causou à população. A carta inclui relatos de pessoas que perderam familiares, passaram fome e enfrentaram o exílio por causa do regime chavista. “Você me roubou minha cultura, minha pátria. Mas, hoje, a tomo de volta”, diz uma das mensagens.
Alguns venezuelanos foram mais sucintos. “Já não pode comer arepas”, “mano, faz frio nos EUA?” e “você pôde tomar seu copinho de petróleo antes de ir?” foram alguns dos recados mais afiados.

Autora da carta fugiu para os EUA durante a ditadura de Maduro
A autora da carta, identificada como “Storm”, teve razões pessoais para a iniciativa de compor a carta. Ela fugiu com a família para os EUA no auge da repressão do regime de Nicolás Maduro. Por ainda ter parentes na Venezuela, a jovem pediu anonimato a Oeste.
“Nasci em um país que já era uma ditadura”, escreveu em publicação no Linkedin. “Antes de vir para os EUA, eu estava acostumada a fazer filas para comida, não conseguir pagar pão, não conseguíamos encontrar produtos para bebês para minha irmãzinha, e vi muitos assassinatos cometidos por militares na frente da minha escola.”
No texto, a estudante conta que sua mãe foi atingida no rosto por um policial, que tentou roubar o relógio dela, enquanto o pai foi perseguido pela polícia e alvejado várias vezes. A avó foi sequestrada por policiais de Caracas, que desejavam roubar o celular dela, e ameaçassem matá-la se a família não pagasse 50 mil bolívares venezuelanos.
Para los que me han preguntado sobre mi experiencia trabajando en el Congreso de los Estados Unidos pic.twitter.com/Go5OjnnVP2
— storm🇻🇪 (@ssstormzzz) January 8, 2026
“Uma coisa que posso te dizer é que estou feliz que Maduro foi preso. Ele matou tantos, deixou muitos passar fome, torturou tantos. Doeu”, diz a jovem. “Toda essa ‘invasão’ pelo governo norte-americano não faz sentido para os venezuelanos porque já fomos invadidos nos últimos 20 anos por outros países que não vou nomear, mas que sei que vocês conhecem.”
Em outra publicação, de dezembro, a estudante celebra a conclusão de um estágio de três meses no Congresso dos Estados Unidos e o sucesso pessoal no país depois de fugir da ditadura bolivariana. Ela terminou o ensino médio em uma escola norte-americana e estuda Relações Internacionais no país.
“Nestes dez anos não pude voltar à Venezuela”, lamenta. “O mais perto que podia chegar era Porto Rico”. Entretanto, a estudante expressou satisfação com a oportunidade de carregar a bandeira do seu país nos EUA enquanto servia aos norte-americanos no Congresso. “Ajudo a um povo que me deu um lugar quando eu não encontrava o meu.”
+ Leia também: “As vozes de quem fugiu da ditadura“, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 304 da Revista Oeste






































Enforca logo essa porcaria
Esperamoa ansiosamente pela vida de debocharmos do ditador skinhead togado e do nove-dedos.
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