O mundo intensificou as atenções sobre a Venezuela depois de Nicolás Maduro ser retirado do poder por uma ação militar dos Estados Unidos, no sábado 3. Durante o governo do ditador, a economia degringolou, mesmo com o país sob a maior reserva de petróleo do mundo. É um recurso que mudou o destino de nações que sabem usar esse trunfo, como, por exemplo, a Arábia Saudita.
Por volta de 17% das reservas provadas de petróleo do mundo pertencem aos venezuelanos. São cerca de 303 bilhões de barris — algo em torno de 48 bilhões de m³. Mesmo assim, os sauditas produzem muito mais riqueza por habitante, ainda que a natureza tenha privilegiado o território da Venezuela.
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Economia com petróleo
Os sauditas estão no meio da Península Arábica. Além do petróleo, o lugar é famoso pelas paisagens áridas. O deserto contrasta com a pujança econômica. Do outro lado do mundo, os venezuelanos habitam o noroeste da América do Sul, banhados pelo Oceano Atlântico. O país fica nas proximidades do Mar do Caribe, e metade do território é coberta por matas nativas. Grande parte disso é formada por porções da Floresta Amazônica, a maior do mundo. A economia, porém, não reflete a exuberância do bioma.
De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o auge da riqueza venezuelana aconteceu em 2012. Naquele ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país chegou a cerca de US$ 380 bilhões — quase US$ 13 mil por habitante. Em 2026, a média por morador deve cair para perto de US$ 3 mil.
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No mesmo intervalo, a riqueza saudita saltou, e esse movimento tende a continuar. O PIB foi de cerca de US$ 750 bilhões para algo em torno de US$ 1,3 trilhão. A média per capita é de quase US$ 36 mil. O dinheiro passou a ser usado para diversificar a economia do país e garantir investimentos estratégicos no exterior.
A Arábia Saudita mergulhou no mundo dos negócios globais: manteve a aliança histórica com os Estados Unidos e estabeleceu acordos com outras nações. O país detém e controla ações de gigantes globais de tecnologia, como o Uber. Também detém cotas de grandes produtores de alimentos, alguns do agro brasileiro, com presença global, como o Minerva e a MBRF.
A Venezuela tomou o caminho contrário e passou a tratar os norte-americanos de modo hostil. Estreitou vínculos com ditaduras famosas pela pobreza gerada para o povo, como Cuba, Coreia do Norte e Irã. É o eixo do qual Trump pretende tirar os venezuelanos.
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