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Venezuela: ofensiva dos EUA desencadeia fuga de petroleiros

Ao menos 16 navios tentaram romper o bloqueio marítimo imposto por Washington

Um modelo de navio petroleiro | Foto: Reprodução/Redes sociais
Um modelo de navio petroleiro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Depois da ofensiva dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro no sábado 3, ao menos 16 navios petroleiros sancionados deixaram as águas da Venezuela em uma tentativa coordenada de romper o bloqueio marítimo imposto por Washington, segundo o jornal The New York Times.

De acordo com a publicação, 12 embarcações carregadas de petróleo romperam o bloqueio em “modo escuro”, com transmissores desligados para ocultar a localização em tempo real. O movimento foi confirmado pelo site de monitoramento TankerTrackers, que apontou o desligamento deliberado dos sistemas de rastreamento — prática incomum na navegação comercial.

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Quatro petroleiros — Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II — foram identificados por imagens de satélite a cerca de 50 km da costa venezuelana usando nomes e geolocalizações falsas. Segundo o NYT, as embarcações deixaram o país sem autorização do governo interino. Outras 12 ainda não foram localizadas por imagens recentes.

Um dos cofundadores do TankerTrackers, Samir Madani, afirmou que a saída simultânea buscou sobrecarregar a capacidade de fiscalização dos EUA, classificando a manobra como a forma “mais eficaz” de romper o bloqueio. O jornal acrescenta que parte dos navios estava vazia para ganhar velocidade.

Continuidade do bloqueio de navios petroleiros na Venezuela pós-prisão de Maduro

Nicolás Maduro chega a Nova York - 03/01/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Nicolás Maduro chega a Nova York — 3/01/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais

O bloqueio permanece mesmo depois da captura de Maduro, segundo reafirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Em entrevista à CBS, ele disse que Washington manterá a chamada “quarentena do petróleo” como instrumento de pressão para mudanças na política venezuelana, incluindo o combate ao narcotráfico.

A declaração contrasta com a fala do presidente Donald Trump, que afirmou que os EUA estariam “no comando” da Venezuela depois da operação. Pressionado, o republicano disse que o país lida com a nova liderança interina em Caracas.

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Com a deposição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina por decisão do Tribunal Supremo de Justiça. As Forças Armadas reconheceram sua autoridade por 90 dias.

Maduro chegou a Nova York no sábado, sob custódia da Drug Enforcement Administration, e enfrenta acusações de liderar o Cartel de los Soles. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve se reunir nesta segunda-feira, 5, para discutir a legalidade da captura.

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