O regime venezuelano libertou pelo menos 41 presos políticos nos últimos dias. Segundo a ONG Foro Penal, 24 deles saíram durante uma operação realizada na madrugada desta segunda-feira, 12. As libertações ocorreram sem anúncio oficial e em meio à crise decorrente da captura do ditador Nicolás Maduro.
Enquanto o regime afirma ter libertado 116 prisioneiros desde a última semana, as organizações que acompanham a situação carcerária venezuelana contestam esse número. O Foro Penal registrou libertações em unidades como La Crisálida e El Rodeo 1, onde estavam presos venezuelanos e estrangeiros, incluindo cidadãos italianos.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Entre os libertados, figuram nomes como Andrés Martínez Adasme, Ernesto Gorbe, José María Basoa, Miguel Moreno Dapena e Rocío San Miguel — esta última, cidadã hispano-venezuelana e opositora do regime. A ONG ainda apura se outras solturas ocorreram nesta segunda-feira.
“Pelo menos 24 presos políticos foram libertados na manhã de hoje”, informou Alfredo Romero, presidente do Foro Penal. “Nove mulheres foram libertadas da prisão de Las Crisálidas e 15 homens da prisão de Rodeo I, incluindo o cidadão italiano Alberto Trentini.”
Até o final da semana passada, apenas 17 detentos haviam deixado a prisão. Mesmo com as novas liberações, o Foro Penal calcula que pelo menos 803 pessoas continuam presas por motivos políticos.
As recentes solturas ocorrem em meio a intensa pressão externa. Desde a detenção de Maduro, familiares de presos políticos têm se aglomerado diante das principais prisões do país, à espera de informações. O regime, no entanto, não divulga listas oficiais nem critérios objetivos para as solturas.
Papa Leão XIV recebe líder da oposição da Venezuela
Ainda nesta segunda-feira, o papa Leão XIV recebeu a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, no Vaticano. A Santa Sé confirmou a reunião, sem divulgar detalhes.
+ Leia também: “Papa Leão XIV recebe María Corina Machado no Vaticano”
A expectativa é que a conversa se concentre nos pontos mais delicados da crise, como a repressão a opositores, o agravamento da pobreza, as recentes operações militares dos EUA e a libertação de presos políticos.






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.