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Venezuela convoca eleição em Essequibo, e Guiana recorre à Corte Internacional

Georgetown tenta intervenção da Justiça das Nações Unidas, enquanto Maduro convoca pleito na região para 25 de maio de 2025

Mapa Venezuela - Guiana
A divisa entre a Guiana e a Venezuela é uma das fronteiras internacionais mais longas da América do Sul, estendendo-se por cerca de 743 quilômetros; Essequibo é adjacente a ela | Foto: Reprodução/@statecraftdaily

A Guiana solicitou à Corte Internacional de Justiça (CIJ), nesta quinta-feira, 6, uma proteção contra a decisão da Venezuela de convocar eleições no território de Essequibo. A região, que pertence aos guianenses, é rica em petróleo e tem soberania disputada pelos dois países há mais de um século, apesar de o ditador Nicolás Maduro ter endurecido o interesse recentemente.

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A Venezuela agendou eleições estaduais para 25 de maio deste ano, incluindo Essequibo, que é administrado pela Guiana, mas reivindicado por Caracas. Em abril de 2024, Maduro decretou unilateralmente a integração de Essequibo ao seu território, em ato que o declarou como um Estado venezuelano.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Guiana apelou à CIJ para que ordene à Venezuela que se abstenha de qualquer ação no que os guianeses consideram seu território soberano. A CIJ, o principal órgão judicial das Nações Unidas, já havia instruído Caracas a evitar iniciativas que comprometessem qualquer alteração da normalidade.

As tensões aumentaram a partir de 2015, depois de a ExxonMobil descobrir grandes depósitos de petróleo na zona marítima de Essequibo. Em 2023, a Guiana concedeu licenças de exploração à empresa, o que provocou uma reação da Venezuela, que realizou um referendo interno para reafirmar sua reivindicação sobre a área.

Histórico de tensões entre Venezuela e Guiana

Maduro liberta 10 presos Venezuela
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: RS/Fotos Públicas

À época, uma reunião entre Maduro e o presidente da Guiana, Irfaan Ali, ajudou a aliviar as tensões. Naquele momento, os guianenses também recorreram à CIJ, que ordenou aos venezuelanos que evitassem ações que alterassem o statu quo do território disputado.

A Guiana considera o plano atual da Venezuela de realizar eleições no território como uma “violação flagrante” da ordem da Corte Internacional. Recentemente, os guianenses denunciaram a incursão de uma embarcação militar venezuelana em suas águas. Caracas nega.

Leia também: “Lições da Venezuela”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 232 da Revista Oeste

Paralelamente, a Venezuela critica as operações petrolíferas da Guiana, sob o argumento de que estas ocorrem em território cuja delimitação está em disputa. Por sua vez, Georgetown fundamenta seus direitos sobre Essequibo com base em uma sentença arbitral de 1889 e deseja que a CIJ ratifique esse documento.

Em contrapartida, a Venezuela rejeita a jurisdição da Corte Internacional, pois alega que um acordo de 1966, anterior à independência da Guiana, anulou a sentença arbitral e estabeleceu bases para um acordo negociado. Em abril de 2024, Georgetown concedeu um novo contrato à ExxonMobil, que permanece em vigor.

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4 comentários
  1. Reinaldo Martinazzo
    Reinaldo Martinazzo

    Fanfarrões em busca de espaço na velha mídia.

  2. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    O Pres. da Guiana está reclamando sua soberania em local errado, deve-se levar sua justa reclamação contra a Venezuela num Porta Aviões Nuclear dos EUA, podemos afirmar que tudo se resolverá sem demora, com a intermediação do Comandante Trump.

  3. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    É só mandar uma balinha nesse ditador que ele para com essa farra

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