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Vaticano define data para o conclave: 7 de maio

A decisão ocorre depois da morte do papa Francisco; cardeais de todo o mundo vão participar da reunião, na Capela Sistina, em Roma

Vaticano
O Colégio Cardinalício conta com 252 membros, sendo 135 eleitores | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Vaticano informou nesta segunda-feira, 28, que o conclave para eleger o novo pontífice terá início no dia 7 de maio. A decisão ocorre depois da morte do papa Francisco e reúne cardeais de todo o mundo na Capela Sistina, em Roma.

A tradição determina que os cardeais com menos de 80 anos se reúnam em votações secretas até elegerem o novo líder da Igreja Católica, com maioria de dois terços.

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O procedimento prevê duas votações pela manhã e duas à tarde, todos os dias, até a eleição do novo pontífice. Se nenhuma escolha ocorrer nos três primeiros dias, os cardeais fazem uma pausa para oração e reflexão antes de retomar as votações.

Atualmente, o Colégio Cardinalício conta com 252 membros, sendo 135 eleitores. No entanto, dois religiosos anunciaram que não vão votar por questões de saúde, o que reduz o número para 133.

Cardeal condenado pelo Vaticano confirma presença no conclave

Apesar de ter sido condenado a cinco anos e meio de prisão por corrupção e abuso de poder, o cardeal italiano Giovanni Angelo Becciu afirmou que pretende participar do conclave, marcado para 7 de maio.

O religioso disse a jornalistas que, mesmo condenado, mantém seu direito de voto garantido pelo cargo de cardeal. O Tribunal do Vaticano o culpou no maior julgamento financeiro da história da Santa Sé, que envolveu a compra irregular de um imóvel em Londres com recursos da Igreja.

Embora tenha recorrido da sentença, o cardeal ainda responde em liberdade enquanto aguarda decisão final.

+ Leia também: “Condenado à prisão, cardeal Becciu desafia o Vaticano e diz que vai ao conclave”

O Código de Direito Canônico autoriza cardeais condenados a participarem do conclave, salvo se o Vaticano os expulsar formalmente do Colégio Cardinalício, o que não aconteceu com Becciu. Por isso, ele mantém o direito de eleger o novo pontífice com os demais eleitores.

A situação constrange o Vaticano, que tradicionalmente preza pela integridade dos cardeais eleitores. Até o momento, a Santa Sé não se pronunciou oficialmente sobre a participação de Becciu no processo de escolha do sucessor de Francisco.

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