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Variante Ômicron pode causar doenças menos graves

Os pesquisadores da Universidade de Cambridge também analisaram a ação de vacinas sobre a nova cepa

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Esvaziamento do hospital de campanha do Maracanã preocupa funcionários que já não recebem mesmo com ele funcionando | Foto: Governo do Estado do Rio

Um estudo conduzido pelo Instituto de Imunologia Terapêutica e Doenças Infecciosas da Universidade de Cambridge revelou que a variante Ômicron afeta menos os pulmões que as demais variações do coronavírus.

Conduzida pelo professor Ravi Gupta, a pesquisa contou ainda com a participação de cientistas da Universidade de Tóquio. Os autores publicaram as conclusões no mês de dezembro, mas o estudo ainda não passou pela revisão de pares.

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Os cientistas verificaram que, apesar de mais contagiosa, a variante Ômicron é menos eficiente para se propagar pelas células do pulmão. Essa caraterística pode resultar em um número menor de pacientes com doenças respiratórias graves.

“O fato de a variante Ômicron não ser tão boa em entrar nas células pulmonares e causar menos células fundidas com níveis de infecção mais baixos em laboratório sugere que essa nova variante pode causar doenças pulmonares menos graves”, relatou o professor Gupta. Entretanto, o cientista reconhece que “mais trabalhos são necessários para corroborar essas descobertas”.

A variante Ômicron e as vacinas

Do mesmo modo, os pesquisadores estudaram o efeito de algumas vacinas sobre a nova cepa do coronavírus. As amostras analisadas eram de indivíduos que receberam as duas doses das fórmulas da AstraZeneca e da Pfizer.

Os dados mostraram que os anticorpos da maioria dos indivíduos que recebeu duas doses da vacina AstraZeneca não foram capazes de neutralizar a variante Ômicron. Contudo, nos dois grupos, houve um aumento significativo da neutralização do patógeno nos pacientes que tomaram a terceira dose do imunizante da Pfizer.

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