A União Europeia (UE) aprovou, preliminarmente, nesta quarta-feira, 22, um empréstimo de € 90 bilhões (aproximadamente R$ 525 bilhões) à Ucrânia, depois de meses de bloqueio da Hungria, que integra o bloco. A UE deve anunciar também o 20º pacote de sanções contra a Rússia desde o início do conflito.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o bloco liberará os recursos ao longo de dois anos. Segundo ele, o avanço ocorreu depois do cumprimento de compromissos de Kiev com o bloco europeu.
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Zelensky também sugeriu que pode autorizar a retomada das operações do Oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo por território ucraniano. O fluxo foi interrompido depois de um ataque com drone em janeiro e representa uma via estratégica de abastecimento para Hungria e Eslováquia.
“Seguimos trabalhando para ampliar as sanções contra a Rússia e fortalecer o sistema energético europeu”, escreveu o líder ucraniano. “O objetivo é reduzir a capacidade de Moscou influenciar o fornecimento de energia.”
Hungria versus Ucrânia
A Hungria havia bloqueado o empréstimo, como forma de pressionar a Ucrânia a retomar o fornecimento de petróleo pelo Oleoduto Druzhba.
Apesar de Kiev ter anunciado, na véspera, a reativação da operação, o petróleo ainda não havia chegado à Hungria nem à Eslováquia. Ambos os países têm autorização para continuar importando petróleo russo.
A aprovação só avançou depois da conclusão dos reparos no Oleoduto Druzhba, anunciada por Kiev na terça-feira 21, e da mudança de governo na Hungria, com a derrota do primeiro-ministro Viktor Orbán nas eleições legislativas de 12 de abril, encerrando 16 anos à frente do país.






































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