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União Europeia aprova corte total do gás russo até 2027

Plano escalonado prevê fim das importações de GNL já em 2026 e exige substituição por fontes alternativas

União Europeia tenta pressionar os Estados Unidos ao mesmo tempo em que reconhece os riscos de um rombo bilionário na balança comercial | Foto: Reprodução/Twitter/X
A Hungria sinalizou que poderá levar a decisão ao Tribunal de Justiça da UE | Foto: Reprodução/Twitter/X

A União Europeia (UE) decidiu nesta segunda-feira, 26, suspender a compra de gás russo até o final de 2027. A medida envolve tanto o gás natural liquefeito (GNL) quanto o fornecido por gasodutos. A decisão recebeu maioria qualificada dos Estados membros e visa reduzir o financiamento indireto da guerra no Leste Europeu.  

A retirada será feita em duas etapas: a primeira encerra as importações de GNL até o fim de 2026; a segunda proíbe o gás por gasoduto até 30 de setembro de 2027. O plano integra o programa REPowerEU — aprovado por 24 países. Hungria e Eslováquia votaram contra, enquanto a Bulgária se absteve.

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A Hungria sinalizou que poderá levar a decisão ao Tribunal de Justiça da UE. Já os demais países terão de apresentar, até 1º de março de 2026, planos formais de diversificação energética, para detalhar como pretendem substituir o gás russo e lidar com riscos de abastecimento.

O texto aprovado permite que contratos vigentes continuem em operação durante um período de transição. Segundo o Conselho da UE, essa aplicação gradual busca evitar distorções no mercado e impactos nos preços.

O mecanismo também prevê uma exceção temporária: em caso de emergência declarada, qualquer país do bloco poderá suspender a proibição por até quatro semanas.

Gás russo respondeu por 13% do consumo europeu em 2025

Apesar das sanções em curso, a União Europeia ainda importou 13% de seu gás da Rússia em 2025. Autoridades reconhecem que essa dependência continua a representar riscos expressivos para o comércio e para a segurança energética.

+ Leia também: “Rússia pede a libertação de Maduro e critica falhas militares do regime chavista”

Em relação ao petróleo, no entanto, a presença russa no bloco caiu para menos de 3% no mesmo ano. A Comissão Europeia já elabora nova proposta legislativa para eliminar por completo as compras de petróleo russo até o fim de 2027.

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