O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, nesta quarta-feira, 3, ter chamado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de “louco…”. A frase foi dita em conversa telefônica realizada nesta semana entre ambos. Ele admitiu o ocorrido durante entrevista ao podcast do New York Post. Trump garantiu, no entanto, que sua relação com Netanyahu permanece inalterada. Disse que os dois continuam trabalhando em conjunto e ressaltou que mantém uma boa relação pessoal e política com o premiê israelense.
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Segundo Trump, a reação ocorreu por causa da continuidade das operações militares israelenses no Líbano. O presidente norte-americano considera que os confrontos estão interferindo em negociações mais amplas envolvendo Washington e Teerã. O governo iraniano tem condicionado avanços em determinadas conversas à interrupção dos ataques israelenses contra o Hezbollah.
Nesta quarta-feira, Netanyahu, em entrevista à CNBC, realçou a continuidade da parceria ao afirmar que EUA e Israel voltarão a agir militarmente contra o Irã, caso isso seja considerado necessário. “Acho que há um jogo tático em andamento”, disse Netanyahu. Ele acrescentou que deixaria a decisão sobre uma eventual escalada nas mãos do presidente dos Estados Unidos. “O Irã certamente sabe o que Trump disse: que, se necessário, haverá um retorno em grande escala à ação militar”, advertiu o primeiro-ministro. “É uma decisão do presidente. Israel está pronto e as forças americanas estão prontas.”
Segundo Netanyahu, suas conversas com Trump ocorrem a cada dois dias. O último encontro entre ambos ocorreu em fevereiro, em Washington, quando Netanyahu foi à Casa Branca. Dias depois, os EUA e Israel iniciaram as operações militares na guerra contra o Irã.
Contextos de Trump, com os EUA, e de Netanyahu, com Israel
Ao comentar a dinâmica com o primeiro-ministro israelense, Trump afirmou que governa os EUA em um período de conflitos internacionais, enquanto Netanyahu lidera Israel em meio a uma guerra, circunstância que, segundo ele, ajuda a explicar divergências ocasionais. A existência da conversa foi revelada inicialmente pelo Axios. A divulgação provocou reações entre apoiadores de Israel nos EUA, com críticas a respeito do vazamento desta informação sobre a divergência.
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Na mesma entrevista, Trump declarou acreditar que um acordo com o Irã poderá ser alcançado em prazo relativamente curto. Segundo ele, previsões de forte alta do petróleo após a escalada das tensões regionais não se confirmaram. O presidente afirmou que o mercado permaneceu abaixo dos níveis projetados por analistas e acrescentou que impedir o avanço do programa nuclear iraniano justifica eventuais custos econômicos.
O New York Post relatou que negociações entre Washington e Teerã podem resultar, nos próximos dias, em um memorando de entendimento relacionado ao Estreito de Ormuz. A medida poderia reduzir parte da pressão sobre o mercado de energia.
Trump, porém, indicou que não vê necessidade de concluir rapidamente as negociações. Segundo ele, determinadas medidas adotadas pelos Estados Unidos poderão permanecer em vigor por mais tempo, mesmo que isso mantenha pressão sobre os preços dos combustíveis. O presidente dos EUA afirmou, no fim da entrevista, que as conversas com o Irã estão avançando e reiterou que seu objetivo continua sendo impedir que o país obtenha armas nucleares.






































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