publicidade
Mundo

Bombardeio recorde atinge Ucrânia depois de telefonema entre Trump e Putin

Rússia dispara 11 mísseis e mais de 500 drones contra Kiev e outras cidades

Ucrânia
Uma nova conversa entre Trump e Zelenski deve ocorrer nesta sexta-feira | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Ucrânia enfrentou na madrugada desta sexta-feira, 4, a maior ofensiva aérea desde o início da guerra. De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia disparou 11 mísseis e 539 drones em menos de 24 horas.

Os alvos principais incluíram a capital, Kiev, onde ao menos 23 pessoas ficaram feridas e dezenas de edifícios foram danificados ou incendiados. Os ataques ocorreram poucas horas depois de uma conversa telefônica entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

No diálogo, segundo relatos oficiais, o líder russo declarou que continuará sua operação militar sem recuar. Trump, por sua vez, afirmou à imprensa que não acredita em uma retirada russa e que Putin continuará a lutar.

Ao todo, as Forças Armadas da Ucrânia interceptaram 270 ataques, incluindo dois mísseis de cruzeiro. Também conseguiram desviar a rota de outros 208 drones. Apesar disso, 63 drones e nove mísseis atingiram seus alvos com precisão. Destroços de equipamentos abatidos provocaram estragos em pelo menos 33 áreas habitadas.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou que seis dos dez distritos da capital registraram danos, incluindo um incêndio em uma instalação médica. A maioria dos drones usados foi do tipo Shahed, de fabricação iraniana. A embaixada da Polônia também sofreu danos estruturais.

Ucrânia cobra pressão global enquanto armas dos EUA deixam de chegar

Zelenski classificou o ataque como “cínico” e sincronizado com a ligação entre Trump e Putin. Segundo o presidente ucraniano, os eventos reforçam a tese de que a Rússia só responderá a pressão massiva da comunidade internacional. Contudo, além da escalada militar, a Ucrânia ainda enfrenta um enfraquecimento da sua capacidade de defesa.

No início da semana, a Casa Branca suspendeu o envio de armas estratégicas a Kiev. O governo ucraniano alertou que a decisão compromete sua capacidade de interceptar novos ataques e manter posições contra tropas russas.

+ Leia também: “Soldado brasileiro perde parte da perna em missão na Ucrânia”

Trump justificou a mudança na política norte-americana com críticas ao governo de Joe Biden. Disse que o antecessor teria “desfalcado os estoques de armas” dos EUA ao transferi-las à Ucrânia.

Uma nova conversa entre Trump e Zelenski deve ocorrer nesta sexta-feira, com o objetivo de discutir o futuro da cooperação militar entre os dois países. Enquanto isso, os ucranianos seguem enfrentando bombardeios recordes, sem previsão de trégua.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade