publicidade
Mundo

Ucrânia faz 1º disparo de mísseis de longo alcance contra Rússia 

Em resposta, Putin flexibilizou uso de armas nucleares

Os ATACMS (Sistemas de Mísseis Táticos do Exército) foram incluídos no pacote de ajuda de US$ 300 milhões dos Estados Unidos à Ucrânia: russos temem ofensiva aos seus territórios | Foto: Reprodução/Redes sociais
Moscou prometeu "uma nova fase do conflito" em reação ao lançamento | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Ucrânia utilizou pela primeira vez os mísseis de longo alcance ATACMS, fornecidos pelos Estados Unidos, em um ataque à Rússia nesta terça-feira, 19, segundo a imprensa estatal russa. Moscou considera o uso desses mísseis como uma ingerência direta dos EUA na guerra e prometeu “uma nova fase do conflito”. 

De acordo com um comunicado divulgado em sites russos, o Ministério da Defesa da Rússia informou que Kiev lançou seis mísseis ATACMS na direção de Bryansk, região no sudoeste da Rússia próxima à fronteira com a Ucrânia, durante a madrugada. 

Receba nossas atualizações

+ Leia mais do Mundo em Oeste

Segundo o ministério, cinco mísseis foram interceptados, e o sexto foi parcialmente destruído. Apenas alguns destroços caíram perto de uma área do Exército, causando um incêndio sem danos estruturais. Não houve vítimas, segundo a pasta.

A sigla ATACMS significa Army Tactical Missile Systems (sistemas de mísseis táticos do Exército dos EUA, em tradução do inglês). O ataque desta terça-feira marca o milésimo dia desde a invasão russa do território ucraniano. 

A reação de Vladimir Putin

Maior potência nuclear do mundo, a Rússia prometeu retaliação ao ataque ucraniano. O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que o lançamento dos mísseis demonstra que “o Ocidente busca uma escalada na guerra”. Ele concedeu entrevista coletiva no Rio de Janeiro, onde participa da Cúpula do G20. 

O governante russo, Vladimir Putin, assinou pela manhã uma revisão da doutrina nuclear, na qual flexibiliza o uso de armas nucleares por parte do Exército local. Agora, está permitido o uso de armas nucleares caso o território da Rússia ou de Belarus, país aliado russo, sofra uma agressão com armas convencionais que ameace criticamente sua soberania ou integridade territorial. 

Leia mais:

A doutrina original, definida em 2020, restringia o uso de armas nucleares a situações de ataque nuclear ou ameaças à existência do Estado. O Kremlin justificou a mudança como uma “resposta necessária” às novas ameaças do Ocidente.

O governo ucraniano ainda não se manifestou sobre o ataque. 

Autorização dos EUA

O presidente norte-americano, Joe Biden, autorizou no último domingo, 17, a Ucrânia a utilizar os mísseis ATACMS para atacar o território russo, segundo o jornal The New York Times. A autorização veio dois meses antes do fim do mandato do democrata, que dará lugar a Donald Trump. 

Apesar do fornecimento dos mísseis, a Rússia possui o maior arsenal de mísseis do mundo, como o 9k720 Iskander, com capacidades semelhantes às do ATACMS, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), sediado em Washington (EUA). 

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.