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Turquia se opõe à adesão da Finlândia à Otan

A entrada de Helsinki na aliança militar depende da aprovação, por consenso, dos 30 países membros

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Foto: Reprodução/Flickr

Os planos da Finlândia de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não foram bem recebidos pela Turquia. Isso porque o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, qualifica como “terroristas” os integrantes da aliança militar ocidental, especialmente o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PPK), organização fundada em 1948, que luta contra Ankara.

“Acompanhamos de perto os acontecimentos na Suécia e na Finlândia; não podemos vê-los positivamente”, disse Erdogan, nesta sexta-feira, 13.

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A entrada de novos integrantes na aliança requer a aprovação, por consenso, dos 30 países membros. Isso significa que a resistência turca pode impedir os ingressos de Helsinki e Estocolmo.

Novos parceiros à vista

As pesquisas de opinião realizadas recentemente mostram que pelo menos 60% dos finlandeses são a favor da adesão à Otan. Isso representa um grande salto, em comparação com os 30% verificados em anos anteriores.

Se tudo caminhar como o esperado, o país de menos de 6 milhões de habitantes deve redesenhar o mapa europeu de uma forma que antes era inconcebível. E haverá consequências tremendas para Moscou.

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Isso porque o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discorda do avanço da Otan em suas fronteiras. Atualmente, o país compartilha a fronteira terrestre com quatro membros da aliança — Noruega, Estônia, Letônia e Lituânia.

“A adesão da Finlândia significaria que um país com o qual a Rússia compartilha uma fronteira de 1,2 mil quilômetros se tornaria formalmente alinhada aos Estados Unidos”, observa Luke McGee, analista da CNN.

No mesma toada, a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, disse que o país está pronto para ingressar na aliança. “A adesão da Suécia à Otan teria um efeito de prevenção de conflitos no norte da Europa”, afirmou.

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1 comentário
  1. André
    André

    Cada vez mais os EUA tenta conter a Rússia. O problema é que Moscou parece ter despertado e avivado a tese de “nem um milímetro”, numa referência a não ceder nenhum espaço ao Ocidente. Politica semelhante estadunidense ocorre em relação a China, por meio de Austrália, Japão, Índia, Taiwan e Coréia do Sul.

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