publicidade
Mundo

Trump quer orçamento de guerra recorde para os EUA

Casa Branca solicita aporte histórico de US$ 1,5 trilhão para o setor de defesa

O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão aumenta no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X
O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão aumenta no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O governo de Donald Trump enviou ao Congresso nesta semana um plano orçamentário sem precedentes para o próximo ano fiscal. A Casa Branca pretende elevar o desembolso com as Forças Armadas para US$ 1,5 trilhão, o que representa um salto de 40% em relação ao período anterior. Trata-se da maior fatura pública destinada ao setor militar na era moderna dos Estados Unidos. Para viabilizar esse montante, a proposta sugere cortes drásticos em áreas civis, como proteção ambiental, educação e pesquisas científicas voltadas à saúde.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

O pedido de ampliação da verba surge em um momento de revés tático para o Pentágono. Pela primeira vez em 35 dias de embate, a defesa aérea do Irã conseguiu derrubar dois aviões de combate americanos. O incidente mais grave envolveu um F-15, modelo capaz de atingir 3.000 km/h, que caiu no sudoeste do território iraniano. Uma operação de resgate em solo inimigo localizou apenas um dos dois tripulantes que se ejetaram da aeronave. O segundo abate atingiu um A-10 Warthog, especializado em destruir tanques, que mergulhou nas águas do Golfo Pérsico, próximo ao estratégico Estreito de Ormuz. O piloto deste jato foi retirado do mar com segurança.

As perdas aéreas contradizem discursos recentes da cúpula de Washington. Apenas 48 horas antes dos abates, o presidente Trump afirmou em rede nacional que o poderio bélico de Teerã havia sido dizimado. O secretário de guerra, Pete Hegseth, também declarou que os sistemas defensivos do regime estavam fragilizados. O êxito da interceptação iraniana, todavia, prova que a capacidade de resposta do adversário permanece ativa, logo que o regime chegou a oferecer uma recompensa de US$ 60 mil para civis que capturassem os militares americanos com vida.

Oposição interna e custo ao erário

A escalada do conflito enfrenta resistência severa dentro dos Estados Unidos. Levantamentos recentes indicam que dois terços dos cidadãos americanos rejeitam a continuidade da guerra. Desde o início das hostilidades, os confrontos já deixaram mais de 300 feridos. Atualmente, o país já lidera o ranking global de investimentos em defesa, superando a soma das nove nações seguintes.

A proposta orçamentária bilionária segue agora para o Legislativo. Como o governo detém a maioria dos assentos no Congresso, a expectativa é de uma aprovação célere. A aprovação deve ocorrer logo que a pressão pública contra o custo humano e financeiro da agenda externa atinge seu ápice, especialmente com a confirmação de que os militares americanos podem ser alvo de captura em território estrangeiro.

Leia também: “Trump lança ofensiva anticorrupção em Estados democratas”

Confira

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esse comentarista aparentemente está recebendo algum dos iranianos , então não deve ser considerado

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.