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Trump diz que EUA mantêm submarino nuclear próximo à Rússia

Presidente norte-americano voltou a cobrar Vladimir Putin pelo fim da guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reuters/Kent Nishimura

Em meio à escalada das tensões globais, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump elevou o tom ao declarar que o país mantém um submarino nuclear posicionado próximo à costa russa, em resposta ao recente teste de míssil anunciado por Moscou.

Trump cobrou do presidente russo, Vladimir Putin, que encerre a guerra na Ucrânia, em vez de focar em demonstrações militares nucleares.

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No domingo 26, Putin revelou que a Rússia conduziu com êxito o lançamento do míssil de cruzeiro Burevestnik, capaz de transportar ogivas nucleares e, segundo o governo russo, superar qualquer sistema de defesa.

Ao ser indagado por repórteres dentro do avião presidencial americano sobre o teste, Trump respondeu que os EUA não precisariam “voar tão longe”, pois, conforme suas palavras, possuem o maior submarino nuclear do mundo já posicionado perto da Rússia.

Trump diz que não há espaço para ameaças mútuas

Trump Putin reunião Alasca
Trump e Putin se reuniram no Alasca em agosto | Foto: Reprodução/Kremlin

O republicano também criticou Vladimir Putin por priorizar testes militares enquanto a guerra na Ucrânia se arrasta. “A guerra que deveria ter durado uma semana já está em seu quarto ano. É isso que ele deveria resolver, em vez de testar mísseis”, declarou.

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Trump ressaltou que “não há espaço para ameaças mútuas”, acrescentando: “Eles não estão brincando conosco, e nós também não estamos brincando com eles”. O presidente reiterou o desejo de encerrar o conflito — o mais letal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial —, embora tenha reconhecido a dificuldade de alcançar um acordo de paz.

Corrida armamentista e sanções

O míssil 9M730 Burevestnik, apresentado por Putin desde 2018, é apontado como reação às tentativas americanas de fortalecer defesas antimísseis e ampliar a influência da Organização do Tratado do Atlântico Norte. O contexto inclui a saída dos EUA do Tratado de Mísseis Antibalísticos, o que agravou a corrida armamentista entre as potências.

Fontes da agência Reuters informaram que o governo Trump já elaborou novas sanções que poderão ser aplicadas contra setores estratégicos da economia russa caso Putin siga sem buscar uma solução para o conflito ucraniano. Quando perguntado sobre possíveis novas sanções, Trump limitou-se a afirmar: “Vocês descobrirão”.

Leia também: “Pax Trumpiana”, artigo de Carlo Cauti na Edição 292 da Revista Oeste

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