O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, criticou aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os chamou de “covardes” em publicação nas redes sociais em meio à guerra contra o Irã.
Trump repreendeu publicamente países europeus por não participarem da ofensiva militar liderada por Washington e Israel. O presidente também afirmou que os aliados se recusam a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
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“Sem os EUA, a Otan é um tigre de papel”, escreveu Trump. “Eles não quiseram se juntar à luta para deter um Irã com armas nucleares.”
Na mesma publicação, o presidente afirmou que a guerra já foi “vencida militarmente” e acusou aliados de reclamarem do aumento do preço do petróleo sem contribuir para ações militares na região.
Trump também declarou que abrir o Estreito de Ormuz seria “uma simples manobra militar” e disse que países da aliança teriam baixo risco ao participar da operação.
Guerra no Irã
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre EUA e Israel matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também morreram na ofensiva. Washington afirma ter destruído navios militares, sistemas de defesa aérea e aeronaves do país.
O Irã reagiu com ataques contra interesses dos EUA e de Israel em diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
A Casa Branca informou que ao menos sete soldados norte-americanos morreram em ataques atribuídos às forças iranianas.
Leia mais: “Porta-voz do regime do Irã morre em ataque de EUA e Israel”
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, grupo armado apoiado por Teerã, lançou ataques contra Israel em retaliação à morte de Khamenei.
Israel respondeu com bombardeios contra posições do grupo no território libanês. Autoridades locais registraram centenas de mortes desde o início dessas ofensivas.
Leia também: “Tiete de aiatolá”, artigo de Guilherme Fiuza, publicado na Edição 312 da Revista Oeste
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho religioso escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do país.
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