publicidade
Mundo

Trump ameaça cortar verba de Harvard por tolerância ao antissemitismo

Casa Branca acusa a universidade de negligência e cobra mudanças imediatas no ambiente acadêmico

harvard liberdade de expressão
Se Trump mantiver a pressão, o governo poderá cortar o acesso de Harvard a recursos públicos federais | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, informou, nesta segunda-feira, 30, que poderá suspender o repasse de verbas federais à Universidade Harvard, no Estado de Massachusetts.

A gestão republicana acusa a instituição de permitir um ambiente hostil a estudantes israelitas e israelenses, violando a Lei dos Direitos Civis dos Estados Unidos. A Casa Branca encaminhou uma carta ao reitor interino da universidade, Alan Garber, em que aponta falhas graves na condução de denúncias de antissemitismo no campus.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Quatro agências federais assinaram o documento, incluindo o Departamento de Justiça e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos. As autoridades afirmam que Harvard deixou de proteger os alunos judeus desde outubro de 2023, depois dos ataques do grupo terrorista Hamas a Israel.

Segundo a carta, a universidade norte-americana teria demonstrado “indiferença deliberada” diante das queixas de assédio, além de adotar medidas tardias e insuficientes para conter a escalada de hostilidade.

A legislação citada pelo governo Trump, o Título VI da Lei dos Direitos Civis, proíbe qualquer forma de discriminação com base em raça, cor, origem nacional ou étnica por parte de instituições que recebem recursos federais. A violação pode resultar em sanções financeiras.

Entre os principais pontos destacados na carta estão a omissão da administração de Harvard diante de relatos de discriminação, o aumento da pressão contra estudantes judeus e a criação de um ambiente que, segundo o governo, se tornou abertamente hostil.

Harvard responde a Trump e enfrenta risco de sanção federal

Harvard respondeu por meio de nota oficial. A universidade disse que leva o antissemitismo “muito a sério”. No entanto, rejeitou as conclusões do governo e declarou discordar “fortemente” das acusações de violação da lei.

A ação da Casa Branca faz parte de uma fiscalização mais ampla contra universidades que, segundo Trump, promovem doutrinação ideológica e não garantem segurança a estudantes com opiniões divergentes.

+ Leia também: “Harvard violou direitos de estudantes judeus, conclui governo dos EUA”

Harvard, Columbia e outras instituições passaram a ser alvo de críticas intensas desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

Se Trump mantiver a pressão, o governo dos EUA poderá cortar o acesso de Harvard a recursos públicos federais. A medida teria impacto considerável sobre uma das universidades mais prestigiadas e politicamente influentes do mundo acadêmico.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.