O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, informou, nesta segunda-feira, 30, que poderá suspender o repasse de verbas federais à Universidade Harvard, no Estado de Massachusetts.
A gestão republicana acusa a instituição de permitir um ambiente hostil a estudantes israelitas e israelenses, violando a Lei dos Direitos Civis dos Estados Unidos. A Casa Branca encaminhou uma carta ao reitor interino da universidade, Alan Garber, em que aponta falhas graves na condução de denúncias de antissemitismo no campus.
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Quatro agências federais assinaram o documento, incluindo o Departamento de Justiça e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos. As autoridades afirmam que Harvard deixou de proteger os alunos judeus desde outubro de 2023, depois dos ataques do grupo terrorista Hamas a Israel.
Segundo a carta, a universidade norte-americana teria demonstrado “indiferença deliberada” diante das queixas de assédio, além de adotar medidas tardias e insuficientes para conter a escalada de hostilidade.
A legislação citada pelo governo Trump, o Título VI da Lei dos Direitos Civis, proíbe qualquer forma de discriminação com base em raça, cor, origem nacional ou étnica por parte de instituições que recebem recursos federais. A violação pode resultar em sanções financeiras.
Entre os principais pontos destacados na carta estão a omissão da administração de Harvard diante de relatos de discriminação, o aumento da pressão contra estudantes judeus e a criação de um ambiente que, segundo o governo, se tornou abertamente hostil.
Harvard responde a Trump e enfrenta risco de sanção federal
Harvard respondeu por meio de nota oficial. A universidade disse que leva o antissemitismo “muito a sério”. No entanto, rejeitou as conclusões do governo e declarou discordar “fortemente” das acusações de violação da lei.
A ação da Casa Branca faz parte de uma fiscalização mais ampla contra universidades que, segundo Trump, promovem doutrinação ideológica e não garantem segurança a estudantes com opiniões divergentes.
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Harvard, Columbia e outras instituições passaram a ser alvo de críticas intensas desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
Se Trump mantiver a pressão, o governo dos EUA poderá cortar o acesso de Harvard a recursos públicos federais. A medida teria impacto considerável sobre uma das universidades mais prestigiadas e politicamente influentes do mundo acadêmico.






































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