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Trio que desenvolveu rede molecular inédita vence Nobel de Química

Tecnologia permite capturar poluentes, armazenar hidrogênio e coletar água em regiões áridas

Nobel Química
Essas formações criam espaços microscópicos que funcionam como redes de captura de moléculas | Foto: Reprodução/@NobelPrize/X

Os cientistas Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar Yaghi receberam o Prêmio Nobel de Química de 2025. A Academia Real de Ciências da Suécia reconheceu o trio pelo desenvolvimento das chamadas estruturas “metal-orgânicas”, conhecidas pela sigla MOFs.

Essas formações criam espaços microscópicos que funcionam como redes de captura de moléculas. A descoberta abriu caminho para novas aplicações na química, na energia e no meio ambiente.

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De acordo com o comitê do Nobel, os pesquisadores ofereceram à ciência “novas oportunidades para solucionar alguns dos desafios mais urgentes” da atualidade. As estruturas desenvolvidas têm cavidades que permitem a entrada e saída de moléculas.

Nesse sentido, os materiais permitem que gases e líquidos circulem livremente em seu interior. A mobilidade, portanto, torna possível absorver substâncias e separá-las de maneira eficiente.

Cientistas já utilizam as estruturas metal-orgânicas para coletar água do ar em regiões desérticas. Elas também ajudam a retirar poluentes da água e capturar dióxido de carbono da atmosfera. Pesquisadores aplicam a mesma tecnologia no armazenamento de hidrogênio.

Química teve papel central na origem do Prêmio Nobel

Alfred Nobel criou o prêmio para reconhecer avanços em ciência, literatura e paz. Os organizadores começaram a entregar as premiações em 1901, mas pausaram em alguns anos por causa das Guerras Mundiais.

O próprio Nobel atuou como químico. Ele acumulou fortuna ao inventar a dinamite no século 19. O Banco Central da Suécia criou o prêmio de economia décadas depois e passou a financiá-lo.

+ Leia também: “Trio vence o Nobel da Física por tornar visível o mundo quântico”

A categoria de Química recebe menos atenção que as de Paz, Literatura e Física. Mesmo assim, ela consagrou descobertas marcantes, como a fissão nuclear, o sequenciamento de DNA e as pesquisas com levedura.

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