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Tribunal Penal Internacional manda prender Benjamin Netanyahu por 'crimes de guerra'

Corte também emitiu mandado de prisão contra um ex-líder do Hamas já morto por Israel

Benjamin Netanyahu foi condenado à prisão nesta quinta-feira, 21 | Reprodução/Redes sociais
Benjamin Netanyahu foi condenado à prisão nesta quinta-feira, 21 | Reprodução/Redes sociais

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu, nesta quinta-feira, 21, um mandado de prisão internacional para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra.

O TPI também emitiu mandados de prisão para Mohammed Deif, líder do grupo terrorista Hamas já morto por Israel, e para o ex-ministro da Defesa israelense Yoav Gallant, destituído do cargo há duas semanas.

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O tribunal afirmou ter provas suficientes de que todos os condenados cometeram crimes de guerra ao atacar deliberadamente civis, tanto do lado israelense quanto do lado do Hamas.

As condenações incluem crimes como “indução à fome como método de guerra”, atribuída a Israel, e “extermínio de povo”, imputada ao Hamas.

Os mandados foram expedidos para os 124 países que são signatários do TPI — inclusive o Brasil — e determinam que os governos desses países devem prender qualquer condenado que entre em seu território.

Leia também: “Israel confirma dano ao programa nuclear do Irã”

A decisão acatou um pedido apresentado pela procuradoria do tribunal em maio, o primeiro caso internacional contra Netanyahu.

Pedido do TPI contra Netanyahu

O pedido inicial de prisão contra Netanyahu e Gallant foi feito em maio deste ano pelo procurador do TPI, Karim Khan.

Na ocasião, Khan também solicitou mandados contra o presidente russo, Vladimir Putin, e os três principais líderes do Hamas. Israel afirma ter eliminado esses líderes, mas o Hamas confirmou apenas duas mortes:

  • Yahya Sinwar, ex-líder do Hamas na Faixa de Gaza, morto por Israel em Gaza;
  • Mohammed Deif, comandante militar e planejador do ataque de 7 de outubro ao sul de Israel, morto em agosto, segundo o Exército israelense;
  • Ismail Haniyeh, chefe político do Hamas, que vivia no Catar e foi morto por Israel no Irã.

De acordo com Khan, os crimes cometidos pelo Hamas incluem:

  • Extermínio de povo;
  • Assassinato de civis;
  • Sequestro e tomada de civis como reféns;
  • Tortura;
  • Estupro e violência sexual;
  • Tratamento cruel e desumano.

Do lado de Israel, os crimes identificados incluem:

  • Indução à fome como tática de guerra;
  • Sofrimento deliberado imposto à população civil;
  • Assassinato de civis;
  • Ataques deliberados contra alvos civis;
  • Extermínio de povo;
  • Perseguição e tratamento desumano.

“Agora, mais do que nunca, precisamos demonstrar coletivamente que o direito internacional humanitário, a base fundamental para a conduta humana durante o conflito, se aplica a todos os indivíduos e se aplica igualmente a todas as situações abordadas pelo meu escritório e pelo tribunal”, disse Khan.

Os países signatários do TPI, como o Brasil, devem cumprir as decisões da Corte. No entanto, o tribunal não dispõe de força policial própria e depende do compromisso dos Estados para executar os mandados de prisão.

Leia também: “ONU diz que caminhões de ajuda humanitária foram saqueados em Gaza”

Israel e Hamas criticam condenação

Tanto Israel quanto o Hamas criticaram a decisão do procurador.

“Eu rejeito essa comparação nojenta do procurador em Haia entre a democracia de Israel e os assassinos em massa do Hamas”, disse Netanyahu. “Que audácia você comparar o Hamas, que matou, queimou, fatiou, decapitou, estuprou e sequestrou nossos irmãos e irmãs e os soldados das Forças de Defesa de Israel, que lutam uma guerra justa”.

O Hamas, por sua vez, afirmou em comunicado que o pedido de prisão “igualou a vítima ao carrasco” e pediu que a procuradoria anulasse a solicitação contra seus líderes.

Leia também: “Netanyahu visita Gaza e promete R$ 29 milhões por refém recuperado”

Israel e seus principais aliados, como os Estados Unidos, além de China e Rússia, não fazem parte do TPI, o que dificulta a aplicação das sentenças.

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7 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Adivinha quem votou nessa decisão….
    Será que teve cunho ideológico,,,
    Comessem a pensar , por favor !

  2. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    O objetivo dos aparelhos montados nesses órgãos internacionais é equiparar o terrorismo a legítima defesa dos países. É tudo orquestrado e eles estão avançando graças aos idiotas e oportunistas da imprensa

  3. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Essa porcaria de tribunal não serve para nada é apenas um cabide de emprego para alguns tipo os nossos do stf

  4. Brian
    Brian

    Tribunal de merda. Essas ordens de prisões deveriam ser expedidas contra o Hamas na ocasião do massacre a mais de 1000 jovens. Ainda há dezenas de pessoas sequestradas sofrendo nas mãos dos amigos do Lula.

    1. Jair João Andrighetti
      Jair João Andrighetti

      Pensei o mesmo!
      A China também prendeu os Uigures em campos de concentração e nada acontece.

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