publicidade
Mundo

TikTok recorre à Justiça para não ser proibido nos EUA

A ByteDance, proprietária do aplicativo, alega que a medida viola a liberdade de expressão e que é tecnicamente inviável

O TikTok usou ferramenta de inteligência artificial para digitalizar rosto dos usuários | Foto: Divulgação/Nadia nadia/Flickr
A medida partiu de preocupações entre legisladores dos EUA de que a China possa acessar dados ou espionar americanos por meio do aplicativo | Foto: Divulgação/Nadia nadia/Flickr

O TikTok e sua proprietária, ByteDance, apelaram a um tribunal dos Estados Unidos, nesta quinta-feira, 20, contra uma lei que proibirá o aplicativo no país em janeiro de 2024. Eles alegam que o governo norte-americano não se mostrou disposto a negociar seriamente depois de 2022.

O presidente dos EUA, Joe Biden, assinou a legislação em abril. A medida exige que a ByteDance desinvista seus ativos do TikTok no país até 19 de janeiro ou o aplicativo será banido. Atualmente, o TikTok possui 170 milhões de usuários norte-americanos.

Receba nossas atualizações

ByteDance argumenta impossibilidade de desinvestimento no TikTok

A ByteDance afirma que o desinvestimento “não é possível tecnologicamente, comercialmente ou legalmente”. O Tribunal de Apelações dos EUA para o Distrito de Columbia vai realizar audiências sobre os processos do TikTok, da ByteDance e de usuários do aplicativo em 16 de setembro.

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

O futuro do TikTok nos EUA dependerá do resultado desse caso, que pode influenciar a forma como o governo norte-americano utilizará sua nova autoridade para controlar aplicativos estrangeiros.

“Esta lei é uma ruptura radical com a tradição deste país de defender uma internet aberta”, afirmam o TikTok e a ByteDance. “A legislação estabelece um precedente perigoso ao permitir que os ramos políticos visem a uma plataforma de discurso desfavorecida e a forcem a vender ou ser fechada.”

Preocupações de segurança impulsionam leis de proibição

A medida partiu de preocupações entre legisladores dos EUA de que a China possa acessar dados ou espionar norte-americanos por meio do aplicativo. A legislação teve grande aprovação no Congresso pouco tempo depois de sua apresentação.

O TikTok argumenta que qualquer desinvestimento, mesmo se tecnicamente viável, levaria anos e infringiria os direitos de liberdade de expressão dos norte-americanos.

No fim de abril, a ByteDance afirmou que está disposta a encerrar as operações da plataforma nos EUA. A decisão pode ocorrer caso se esgotem todas as opções legais da empresa contra a legislação que visa a bani-la do território norte-americano.

De acordo com a agência Reuters, os algoritmos do TikTok, essenciais para a operação da ByteDance, tornam a venda do aplicativo pouco provável.

Leia também

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.