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TikTok prefere encerrar operação nos EUA a vender plataforma

Plataforma entrou em rota de colisão com o governo norte-americano

O TikTok usou ferramenta de inteligência artificial para digitalizar rosto dos usuários | Foto: Divulgação/Nadia nadia/Flickr
O TikTok nos EUA corresponde a apenas cerca de 5% dos usuários ativos diários globais da ByteDance | Foto: Divulgação/Nadia nadia/Flickr

A ByteDance, proprietária do TikTok, afirmou que está disposta a encerrar as operações da plataforma nos Estados Unidos. A decisão pode ocorrer caso se esgotem todas as opções legais da empresa contra uma legislação que visa a bani-la do território norte-americano.

De acordo com a agência Reuters, os algoritmos do TikTok, essenciais para a operação da ByteDance, tornam a venda do aplicativo pouco provável.

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Leia mais: “Elon Musk é contra banimento do TikTok nos EUA”

Contudo, as receitas e o número de usuários ativos diários do TikTok nos EUA representam uma pequena fração do total da ByteDance. Portanto, em caso de banimento, a empresa prefere desativar o aplicativo nos EUA a vendê-lo para um comprador norte-americano.

A desativação pouco afetaria os negócios da ByteDance, o que permite que a empresa mantenha seu algoritmo principal.

Biden sanciona lei para proibir TikTok nos EUA

O contexto de possível banimento do TikTok nos EUA é a recente decisão do presidente norte-americano, Joe Biden. Na quarta-feira 24, ele sancionou uma nova lei que proíbe o uso do aplicativo TikTok no país.

A ByteDance tem nove meses para vender o TikTok a uma companhia que não seja da China. Caso contrário, o acesso será bloqueado nos EUA.

Leia mais: “Ex-secretário do Ministério da Justiça afirma que TikTok foi proibido nos EUA e leva ‘checagem’ no Twitter/X”

A justificativa dos defensores dessa lei são as preocupações crescentes sobre a segurança de dados e a privacidade dos usuários, em virtude da relação da China com a ByteDance. O receio é o de que a companhia seria obrigada a compartilhar dados com o governo chinês.

CEO responde a Biden

No contexto das discussões sobre a venda do TikTok, a ByteDance emitiu uma declaração na última quinta-feira, 18, por meio do Toutiao, sua plataforma de mídia. A empresa e negou planos de venda.

A afirmação ocorreu em razão de um artigo do site norte-americano The Information, que sugeriu que a ByteDance pretendia vender os negócios do TikTok nos EUA. A suposta venda ocorreria sem a inclusão do algoritmo que recomenda vídeos aos usuários.

Em resposta ao presidente norte-americano, Shou Zi Chew disse que a empresa vai acionar a Justiça. Ele classificou a medida como “irônica”, porque o TikTok “reflete os mesmos valores de liberdade de expressão dos Estados Unidos”.

“Fiquem tranquilos, não vamos a lugar algum”, disse ele, em um vídeo postado momentos depois de Biden sancionar a lei. “Os fatos e a Constituição estão do nosso lado e esperamos prevalecer novamente.”

Saiba mais: “União Europeia ameaça banir TikTok Lite por ser ‘tão viciante quanto cigarros’”

Segundo a Reuters, seria impossível desinvestir o TikTok com seus algoritmos, pois a licença de propriedade intelectual está registrada sob a ByteDance na China, complicando a separação da controladora.

A rede social de vídeos curtos possui 170 milhões de usuários norte-americanos. As operações financeiras da ByteDance, majoritariamente provenientes da China, continuam não sendo divulgadas publicamente.

Todavia, foi revelado que a receita da empresa aumentou para cerca de US$ 120 bilhões em 2023. O TikTok nos EUA corresponde a apenas cerca de 5% dos usuários ativos diários globais da ByteDance.

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