Uma forte tempestade de neve atingiu grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana e deixou mais de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica, conforme estimativa da emissora Fox News. Entre os Estados mais afetados figuram Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee e Kentucky, todos na Região Sul dos EUA.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), o sistema climático levou neve pesada, chuva congelante e gelo a uma faixa que vai das Montanhas Rochosas do Sul até a Nova Inglaterra, com cerca de 180 milhões de pessoas afetadas. Autoridades alertaram para dias consecutivos de frio extremo, com sensação térmica que chega a 40°C negativos no Meio-Oeste.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste
“A neve e o gelo vão demorar muito para derreter e não devem desaparecer tão cedo, o que vai dificultar os esforços de recuperação”, disse o meteorologista Allison Santorelli, do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.
No Sul do país, o acúmulo de gelo derrubou árvores e redes elétricas. No Kentucky, serviços de emergência atenderam mais de 850 ocorrências relacionadas a acidentes e exposição ao frio. Já na Louisiana, foram confirmadas duas mortes por hipotermia.
No Nordeste, a tempestade avançou com neve intensa. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que ficar em casa é a principal forma de reduzir riscos. “Ficar fora das ruas é a coisa mais útil que os nova-iorquinos podem fazer durante esta tempestade”, declarou.

Mais de 30 mil voos são cancelados nos EUA
O impacto também se estendeu ao transporte aéreo. Mais de 10 mil voos foram cancelados apenas neste domingo, somando-se a milhares de atrasos registrados desde sexta-feira. Dados da plataforma FlightAware mostram que mais de 30 mil voos foram afetados em todo o país. Escolas, universidades, repartições públicas e eventos culturais suspenderam atividades em diversos Estados.
A resposta federal incluiu a decretação de estado de emergência em mais de uma dezena de Estados, com autorização do presidente Donald Trump, e o posicionamento de equipes e suprimentos pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), segundo o Departamento de Segurança Interna.
Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste




































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.