A decisão do governo de Donald Trump da última quinta-feira, 20, de retirar as tarifas adicionais de 40% sobre alguns produtos brasileiros ocorreu um dia após a divulgação de uma reportagem da emissora conservadora Fox News sobre a alta da inflação nos EUA e a queda na popularidade do governo do republicano.

A Fox News é uma das emissoras favoritas de Trump, que segue com atenção as notícias divulgadas pelo canal conservador.
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“Pesquisa da Fox News: Eleitores dizem que a Casa Branca está fazendo mais mal do que bem à economia”, foi o título da reportagem, que mostra como cerca de 76% dos eleitores têm uma visão negativa da economia.
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Um número pior do que os 67% que demostravam pessimismo em julho e os 70% que disseram o mesmo no final do mandato do ex-presidente Joe Biden.
“Um grande número de pessoas, tanto no geral quanto entre os republicanos, afirma que seus custos com supermercado, serviços públicos, saúde e moradia aumentaram este ano”, aparece na reportagem.
Quando se trata da economia nacional em comparação com as finanças pessoais, as avaliações também são negativas. A maioria dos entrevistados respondeu que as condições são apenas razoáveis/ruins (76%) e menos de um em cada cinco acredita que a inflação está completamente/em grande parte sob controle (18%).
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“Em comparação com o ano passado, os eleitores dizem que os custos aumentaram para serviços públicos (78%), saúde (67%), moradia (66%) e gasolina (54%). E 85% deles relataram aumento nos preços dos alimentos este ano, incluindo 60% que afirmam que os custos aumentaram “muito”. A maioria dos republicanos concorda com a maioria dos democratas e independentes que os custos aumentaram em todos esses itens, exceto na gasolina”, aparece na reportagem.
Inflação nos EUA está sob controle, mas alimentos sobem
A inflação nos Estados Unidos aparece ainda sob controle, permanecendo por volta de 3% ao ano, no acumulado dos últimos 12 meses. Entretanto, os preços dos alimentos estão subindo mais do que a média.
Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, citados pelo The Wall Street
Journal (WSJ), apontam que os preços médios do café subiram mais de 40% no país no período de 12 meses encerrado em setembro, enquanto os preços da carne moída e da banana aumentaram 11,5% e 8,6%, respectivamente.
No caso da carne bovina, os preços subiram 14,7% em 1 ano e 1% entre agosto e setembro de 2025. O Brasil é o terceiro maior exportador do produto aos americanos, atrás apenas do Canadá e da Austrália.
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Entretanto, esses dados se referem ao mês de setembro. O Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos cancelou a divulgação do relatório de preços ao consumidor de outubro porque a paralisação do governo, recentemente encerrada, impediu a coleta de dados.
O impacto da inflação dos alimentos poderia ter influenciado os resultados eleitorais na cidade de Nova York, onde ganhou o candidato democrata Zohran Mamdani, autoproclamado “socialista”, que baseou sua campanha eleitoral na luta contra a alta dos preços e dos alugueis. Além disso, o Partido Republicano sofreu duas derrotas nas eleições estaduais de Virgínia e Nova Jersey. Que poderiam ter influenciado a decisão de Donald Trump em remover as tarifas sobre alguns produtos nos EUA.






































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