As criptomoedas se tornaram uma maneira popular de movimentar dinheiro dentro e fora do Afeganistão. No entanto, o banco central do país proibiu a negociação e ameaçou de prisão quem desafiasse a ordem. A repressão ocorre depois que alguns afegãos recorreram às moedas digitais para preservar seu dinheiro e mantê-lo fora do alcance do Talibã.
Um relatório do ano passado da empresa de pesquisa Chainalysis classificou o Afeganistão como um dos 20 principais mercados do mundo em termos de adoção de criptomoedas. Agora, o país se junta à China, que declarou todas as transações envolvendo criptomoedas ilegais setembro de 2021.
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“O banco central nos deu uma ordem para impedir que todos os cambistas, indivíduos e empresários negociem moedas digitais fraudulentas, como o bitcoin”, disse Sayed Shah Saadaat, chefe de investigações criminais da sede da polícia em Herat.
Mais de 20 empresas relacionadas às moedas digitais foram fechadas em Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão. Quatro das seis corretoras de criptomoedas no Afeganistão estão localizadas na cidade, a cerca de 120 quilômetros da fronteira iraniana. Ao menos 13 pessoas foram presas, a maioria das quais foi libertada sob fiança, afirmou o chefe de polícia.
Alguns estudiosos religiosos previam que o Talibã acabaria banindo as criptomoedas, porque são consideradas proibidas aos muçulmanos, pois têm elementos de apostas e incerteza.
Nigéria é o país com maior volume de operações com criptomoedas no mundo
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