O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 8, o avanço de uma resolução que pode impedir o presidente Donald Trump de autorizar novas ações militares contra a Venezuela sem aval do Congresso. Um senador não votou. A medida foi aprovada por 52 votos a 47.
A votação ocorreu dias depois de forças americanas capturarem Nicolás Maduro em uma operação em Caracas, no sábado. O gesto foi interpretado como uma reprimenda rara ao presidente e marcou uma inflexão no Senado, depois de o governo ter feito um briefing fechado sobre a política para a Venezuela.
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Defensores da proposta afirmam que apenas o Congresso tem poder constitucional para autorizar o envio de tropas. O texto, porém, ainda enfrenta obstáculos: mesmo se aprovado no Senado, precisará passar pela Câmara, controlada pelos republicanos, e alcançar maioria de dois terços nas duas Casas para superar um veto presidencial.
Cinco republicanos votaram contra Trump

Tentativas semelhantes foram barradas em 2025. Em novembro, a proposta fracassou por 51 a 49, depois de assessores de Trump negarem planos de mudança de regime. Depois da captura de Maduro, parlamentares passaram a acusar o governo de ter enganado o Congresso.
A votação final no Senado está prevista para a próxima semana. Entre os republicanos que apoiaram o avanço estão Rand Paul, Susan Collins, Josh Hawley, Lisa Murkowski e Todd Young. Trump criticou os dissidentes e afirmou que eles “não deveriam ser reeleitos”.

Os parlamentares que apoiam a medida alertam para o risco de uma campanha militar longa e cara, em meio ao déficit fiscal. Na quarta-feira, Trump defendeu elevar os gastos militares para US$ 1,5 trilhão.
Aliados do presidente dizem que a captura de Maduro foi uma operação de aplicação da lei, não uma ação de guerra, e que Trump agiu dentro de suas prerrogativas como comandante em chefe.
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