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Senado dos EUA avança para barrar ação militar de Trump na Venezuela

A medida, que impede a autorização de mobilizações sem aval do Congresso, foi aprovada por 52 votos a 47

O presidente Donald Trump acompanhou ao vivo a captura de Maduro - 03/01/2026 | Foto: Reprodução/Casa Branca

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 8, o avanço de uma resolução que pode impedir o presidente Donald Trump de autorizar novas ações militares contra a Venezuela sem aval do Congresso. Um senador não votou. A medida foi aprovada por 52 votos a 47.

A votação ocorreu dias depois de forças americanas capturarem Nicolás Maduro em uma operação em Caracas, no sábado. O gesto foi interpretado como uma reprimenda rara ao presidente e marcou uma inflexão no Senado, depois de o governo ter feito um briefing fechado sobre a política para a Venezuela.

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Defensores da proposta afirmam que apenas o Congresso tem poder constitucional para autorizar o envio de tropas. O texto, porém, ainda enfrenta obstáculos: mesmo se aprovado no Senado, precisará passar pela Câmara, controlada pelos republicanos, e alcançar maioria de dois terços nas duas Casas para superar um veto presidencial.

Cinco republicanos votaram contra Trump

Trump participa de uma reunião do gabinete na Casa Branca em Washington, D.C. - 2/12/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters
Trump participa de uma reunião do gabinete na Casa Branca em Washington, D.C. – 2/12/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters

Tentativas semelhantes foram barradas em 2025. Em novembro, a proposta fracassou por 51 a 49, depois de assessores de Trump negarem planos de mudança de regime. Depois da captura de Maduro, parlamentares passaram a acusar o governo de ter enganado o Congresso.

A votação final no Senado está prevista para a próxima semana. Entre os republicanos que apoiaram o avanço estão Rand Paul, Susan Collins, Josh Hawley, Lisa Murkowski e Todd Young. Trump criticou os dissidentes e afirmou que eles “não deveriam ser reeleitos”.

Publicação de Trump na Truth Social | Foto: Reprodução
Publicação de Trump na Truth Social | Foto: Reprodução

Os parlamentares que apoiam a medida alertam para o risco de uma campanha militar longa e cara, em meio ao déficit fiscal. Na quarta-feira, Trump defendeu elevar os gastos militares para US$ 1,5 trilhão.

Aliados do presidente dizem que a captura de Maduro foi uma operação de aplicação da lei, não uma ação de guerra, e que Trump agiu dentro de suas prerrogativas como comandante em chefe.

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1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Esperando a libertação dos presos políticos no Brasil

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