O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, de 70 anos, deve se tornar o primeiro ex-chefe de Estado de um país da União Europeia a cumprir pena de prisão. Condenado a cinco anos, ele teria recebido recursos do regime líbio de Muammar Kadhafi para a eleição de 2007, que o levou ao poder.
O Tribunal Correcional de Paris confirmou a sentença em 25 de setembro. Embora haja recurso da defesa, os juízes determinaram a execução imediata da pena. Ela refere-se a associação criminosa e financiamento ilegal de campanha. A Corte alega “gravidade excepcional dos fatos” e o envolvimento direto de um político que ocupou o cargo mais alto da República Francesa.
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Sarkozy: prisão sob segurança especial
De acordo com informações da agência France Press, Sarkozy compareceu nesta última quinta-feira, 9, ao tribunal de Paris por volta das 13h45 (8h45 em Brasília). Ele partiu menos de uma hora depois, sem falar com a imprensa.
A Justiça ainda não confirmou oficialmente a data e o local da detenção. Duas penitenciárias da região parisiense, contudo, estariam no radar: La Santé, na capital, e Fleury-Mérogis, ao sul. Ambas têm alas de segurança reforçada para detentos “vulneráveis”.
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A decisão judicial incluiu um mandado de prisão com efeito diferido, o que permite ao ex-presidente ajustar compromissos antes de iniciar o cumprimento da pena. Diferentemente de outros dois condenados no mesmo processo — o intermediário Alexandre Djouhri e o banqueiro Wahib Nacer —, Sarkozy não foi considerado foragido e deverá se apresentar voluntariamente.
Na véspera de sua apresentação à Justiça, Sarkozy reuniu cerca de cem aliados e ex-colaboradores para um encontro de despedida em Paris, segundo o jornal Le Figaro. Entre os presentes estava o atual secretário-geral do Palácio do Eliseu, Emmanuel Moulin.
Dinheiro por influência; entenda o caso
A Justiça francesa diz que Sarkozy recebeu recursos ilegais do regime de Kadhafi para financiar sua campanha presidencial de 2007. Segundo a investigação, intermediários próximos ao então líder líbio teriam transferido milhões de euros à equipe do ex-presidente em troca de influência política e contratos posteriores com o governo francês.
O ex-presidente nega todas as acusações, mas documentos e depoimentos de ex-funcionários líbios sustentam que houve negociações secretas e entregas de dinheiro em espécie antes da eleição.
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Não era o Sarkovy que era super amigo do ex-presidiário bebum criminoso de nove-dedos?
Modelos ditocráticos não cabíveis neste tempo…