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Nesta terça-feira, 7, três embarcações, incluindo o navio de gás natural liquefeito Al Rekayyat do Catar, foram atacadas no Estreito de Ormuz, provocando incêndio e evacuação da tripulação. O governo do Catar responsabilizou o Irã, que não comentou a acusação, enquanto uma fonte americana indicou disparos do regime iraniano. Um petroleiro saudita também foi danificado. Os ataques ocorreram durante um luto nacional no Irã e após um cessar-fogo provisório entre os EUA e o Irã.
Três embarcações sofreram ataques no Estreito de Ormuz nesta terça-feira, 7, em um novo episódio de tensão no Oriente Médio. Horas mais tarde, o governo do Irã afirmou que não retomará as negociações de paz com os Estados Unidos enquanto o presidente Donald Trump mantiver ameaças de reiniciar a guerra.
O caso mais grave envolveu o navio de gás natural liquefeito Al Rekayyat, do Catar. A embarcação sofreu um ataque que provocou um incêndio na casa de máquinas. A tripulação conseguiu abandonar o navio em segurança.
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O governo do Catar responsabilizou o Irã pelo episódio. Teerã não comentou a acusação. Uma autoridade americana, sob condição de anonimato, afirmou que as primeiras informações apontam para disparos realizados pelo regime iraniano.
Um petroleiro de bandeira saudita também sofreu danos na costa de Omã. Mais tarde, outro navio-tanque foi atingido por um drone enquanto cruzava o estreito, segundo informou a agência marítima britânica UKMTO.
Irã mantém posição sobre acordo de paz
Os ataques ocorreram durante o período de luto nacional pela morte de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, e poucas semanas depois da assinatura de um cessar-fogo provisório entre Washington e Teerã.
Nos últimos dias, Trump voltou a afirmar que poderá retomar os bombardeios caso as negociações não avancem. “Ou vamos fazer um acordo ou vamos terminar o serviço”, declarou o presidente norte-americano.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país não iniciará uma nova rodada de negociações enquanto as ameaças continuarem. Em publicação no X, o chanceler pediu que os Estados Unidos cumpram os termos do memorando de cessar-fogo.
Também nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, confirmou que a próxima rodada de negociações entre Israel e Líbano ocorrerá em Roma. Segundo ele, as conversas buscam dar continuidade ao acordo firmado no mês passado com apoio dos Estados Unidos.
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