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Saiba para que serve o petróleo — vai muito além dos combustíveis

O asfalto e a seringas fazem parte da imensa lista que dependem dessa matéria-prima para existir

Petróleo de referência internacional sobe 3,9% | Fonte: Divulgação
Indústria petroquímica não se restringe à energia | Foto: Divulgação

Depois de capturar o ditador Nicolás Maduro, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, não teve dúvidas em dizer qual recurso bancará a reconstrução da Venezuela: o petróleo. O país tem as maiores reservas minerais do planeta, e a demanda por energia permeia todo o modo de vida da humanidade.

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O petróleo abastece 30% da matriz energética mundial. Embora nenhuma outra fonte o supere, o uso desse recurso extrapola a aplicação nesse setor. O mix de produtos começa pelas embalagens plásticas e ainda abrange muito do que elas protegem.

Muito além da energia

Sacolas, sacos de todos os tamanhos, lonas, seringas, garrafas, galões, brinquedos, tubos, além de peças para um rol imenso de utensílios, como cabos, fios e componentes de computador e de carros, incluem-se nessa lista praticamente sem fim de produtos. O plástico é matéria-prima para essa variedade. Por seu preço, esse material pode ser descartável.

Apesar de essa característica gerar um passivo ambiental, traz ganhos em higiene — da cozinha ao hospital. E o refino do petróleo é o meio mais viável de obter as quatro principais matérias-primas para sua produção: PVC, PET, polietileno e polipropileno. O mix petroquímico continua. Materiais como poliéster, nylon e elastano ocupam lugar de destaque na fabricação de roupas. Todos provêm da indústria petroquímica. A mesma origem vale, por exemplo, para graxas, borrachas sintéticas, certos óleos lubrificantes, insumos agrícolas (como defensivos e fertilizantes) e até o asfalto.

Petróleo na Venezuela

Cerca de 20% de todas as reservas petrolíferas conhecidas em todo o mundo são venezuelanas. São 48 milhões de m³, quase 15% mais do que tem a Arábia Saudita — segunda colocada no ranking das reservas, país que mais fatura com o setor.

Cerca de 36 milhões de habitantes moram na Arábia Saudita. Na Venezuela, são 26 milhões. O território dos árabes é basicamente formado por desertos. O venezuelano, não. Entre as muitas riquezas, abriga parte da Amazônia — floresta reconhecida entre as mais exuberantes do planeta. Ainda assim, a prosperidade saudita é, pelo menos, 12 vezes maior.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) saudita é de US$ 1,3 trilhão, quase US$ 36 mil por habitante. Ao mesmo tempo, o PIB venezuelano é de US$ 80 bilhões, pouco menos de US$ 3 mil por pessoa. A diferença primordial entre os dois países: a Arábia Saudita é aliada dos EUA, a Venezuela, desde que o grupo de Maduro chegou ao poder, não.

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