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Rússia e Irã assinam acordo em que disfarçam interesses militares

Países firmam pacto de 20 anos com o cuidado de não irritar Trump

O líder iraniano Masoud Pezeshkian (à esquerda) e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinam pacto de cooperação por 20 anos: receio de chamar a atenção de Donald Trump à vésperas de sua posse na Casa Branca | Foto: Reprodução/Twitter/X
O líder iraniano Masoud Pezeshkian (à esquerda) e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinam pacto de cooperação por 20 anos: receio de chamar a atenção de Donald Trump à vésperas de sua posse na Casa Branca | Foto: Reprodução/Twitter/X

Rússia e Irã assinaram nesta sexta-feira, 17, um acordo de aliança estratégica pelo período de 20 anos. A iniciativa pretende aprofundar a cooperação econômica e militar entre os dois países. Tanto Rússia quanto Irã alimentam conflitos com o Ocidente e, desse modo, seguem sujeitos a sanções da Europa e principalmente dos Estados Unidos.

Para afastar a hipótese de algo que pode se associar ao renascimento do antigo “eixo do mal”, o texto que recebeu as assinaturas dos presidentes Vladimir Putin e Masoud Pezeshkian, em Moscou, busca destacar um aspecto singular. Conforme o documento, a parceria não prioriza o aspecto militar. “Trabalhamos muito pelo acordo, que terá benefícios principalmente no comércio”, disse Putin.

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Acordo descarta apoio a país agressor

O texto desconsidera, por exemplo, uma cláusula de defesa mútua, semelhante ao que Rússia e Coreia do Norte firmaram no ano passado. A negociação permitiu que a ditadura norte-coreana fornecesse aproximadamente 10 mil soldados às forças russas, que estariam empregando esse efetivo na guerra contra a Ucrânia. 

Na contramão desse dispositivo, o acordo estabelece que, em caso de agressão, o parceiro não pode auxiliar o agressor. No entanto, a parceria deixa explícito o compromisso de aprofundar a coordenação de defesa e os exercícios militares conjuntos.

A redação do acordo entre Rússia e Irã chega blindada por cuidados estratégicos. Afinal, Putin não quer dar espaço a um mínimo de controvérsia no exato momento em que Donald Trump se prepara para reassumir a Casa Branca. Sua posse vai ocorrer nesta segunda, 20. 

O Irã, por sua vez, inimigo histórico dos EUA no Oriente Médio, tenta fugir de mais problemas. O massacre em 7 de outubro de 2023, em Israel, abalou seus aliados, no caso, os grupos terroristas Hamas e Hezbollah. Desse modo, abriu-se espaço para a queda da ditadura amiga de Teerã na Síria. O Irã, que está em retirada tática, busca neste momento primeiramente evitar um conflito aberto com Israel e EUA.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Dois Borra Botas se juntando ? Somado aos aliados Hammas, Herzbolah e Kim Jong, tenho que relembrar que são todos amiguinhos de nosso Molusco…

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