Rússia e China vetaram nesta terça-feira, 7, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia o desbloqueio do Estreito de Ormuz e incentivava a escolta de navios comerciais. O texto, preparado pelo Bahrein e apoiado pelos países do Golfo e pelos Estados Unidos, recebeu 11 votos favoráveis e duas abstenções, de Paquistão e Colômbia.
A votação ocorreu poucas horas antes do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabrisse a passagem, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Sob controle iraniano desde o início da guerra no Oriente Médio, o bloqueio fez os preços do óleo dispararem. Trump ameaçou atacar pontes e usinas de energia iranianas caso o Estreito não seja liberado até as 21h (horário de Brasília).
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Rússia e China: resistência a manobras defensivas
O texto havia sido sucessivamente suavizado para tentar evitar o veto. A versão inicial autorizava “todos os meios necessários”, o que abriria caminho para ação militar. Depois da resistência de Rússia, China e França, a proposta passou a prever apenas medidas defensivas. Depois, retirou qualquer referência à autorização formal do Conselho de Segurança para manobras desse tipo no Estreito.
Mesmo assim, a resolução encorajava países interessados na rota a coordenar esforços como escolta de embarcações e dissuasão de tentativas de bloqueio. O projeto também exigia que o Irã interrompesse ataques a navios comerciais, garantisse a liberdade de navegação e cessasse ofensivas contra infraestrutura civil.
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Depois da votação, o chanceler do Bahrein afirmou que a rejeição envia “o sinal errado” ao mundo e demonstra falta de ação diante de ameaças às vias marítimas internacionais. O país, que abriga a Quinta Frota dos EUA e preside o Conselho neste mês, vinha pressionando por uma resposta.
Rússia e China responsabilizaram EUA e Israel pelo início do conflito e defenderam o fim imediato das operações militares. Enquanto isso, Trump reiterou as ameaças, afirmando que “todo o país pode ser eliminado em uma noite” e que “toda uma civilização morrerá” caso Teerã não reabra o estreito dentro do prazo.
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