Roma iniciou a cobrança de uma taxa de € 2 (R$ 12,40) para turistas que desejam acessar a área mais próxima da Fontana di Trevi, um dos monumentos mais famosos e visitados da capital italiana. A medida entrou em vigor nesta semana e integra estratégia da prefeitura para principalmente conter o turismo de massa.
A administração espera reduzir os impactos da superlotação no centro histórico. A cobrança é apenas para quem desce as escadarias e permanece perto da bacia da fonte. Milhares de visitantes disputam o espaço para fotos e lançamento de moedas. A praça em que Fontana di Trevi se situa segue aberta e gratuita para visualização à distância.
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Roma: dinheiro para conservação
Conforme as autoridades municipais, o propósito é organizar o fluxo de pessoas e preservar o patrimônio histórico. A expectativa é que a taxa gere milhões de euros por ano. Os recursos terão como destino, diz o poder público, a manutenção da própria fonte e de outros bens culturais de Roma.
O acesso sob tarifa funciona em horários específicos, em que normalmente se registram picos de visitação, como no final da manhã ou no final da tarde. Fora desses períodos, a aproximação da fonte permanece livre. O pagamento pode ser feito no local ou por meio de sistemas digitais, com controle de entrada para evitar aglomerações excessivas.
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Moradores de Roma e da região metropolitana, crianças pequenas, pessoas com deficiência e guias turísticos com credencial não pagam. A prefeitura reforçou a presença de funcionários para orientar os turistas e garantir assim o cumprimento das novas regras.

A decisão provocou reações distintas. Parte dos visitantes considera o valor simbólico e vê a taxa como um meio legítimo de preservar um monumento histórico e melhorar a experiência turística. Por outro lado, há críticas no sentido de que a medida transforma um espaço público de valor universal em uma atração comercial.
Especialistas em turismo avaliam que o impacto real da taxa sobre a redução do número de visitantes ainda é incerto. Para eles, o apelo internacional da Fontana di Trevi pode fazer com que o custo não seja suficiente para desestimular o fluxo intenso de turistas.
A iniciativa se soma a outras políticas adotadas na Itália para lidar sobretudo com o chamado overtourism, problema crescente em cidades históricas europeias que enfrentam desafios de conservação, mobilidade e qualidade de vida dos próprios moradores, que se queixam de problemas com limpeza, ruídos e risco de aumento da violência.
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