publicidade
Mundo

Encontrados os restos mortais do último tigre-da-tasmânia

Ossada de maior marsupial carnívoro dos tempos modernos estava dentro de uma gaveta 

| Foto: Reprodução/ Wikimedia Commons

Desaparecidos há 86 anos, os restos mortais do último tigre-da-tasmânia foram finalmente encontrados. O paradeiro do esqueleto do animal, que morreu em meados de 1936, era desconhecido até ser localizado dentro do armário do Departamento de Educação de um museu da Austrália. Conhecido como o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos, o último tigre-da-tasmânia morreu em um cativeiro, no Zoológico de Hobart.

“Durante anos, muitos curadores e pesquisadores de museus procuraram esses restos, sem sucesso, pois nenhum material de tilacino datado de 1936 havia sido registrado”, afirmou Robert Paddle, especialista que estuda a espécie. “Supunha-se que havia sido jogado fora.”

Receba nossas atualizações

Segundo os pesquisadores, os restos mortais foram esquecidos, porque não haviam sido devidamente catalogados. Dentro do armário, os ossos do tigre-da-tasmânia estavam junto a um relatório de um taxidermista. Além de confirmar a espécie do animal, o documento informava que o gênero do marsupial era feminino. 

“A venda do tigre-da-tasmânia não foi registrada ou divulgada pelo zoológico, porque, na época, a captura em terra era ilegal”, disse Robert Paddle. “O animal viveu apenas alguns meses, e, quando morreu, seu corpo foi transferido para o museu.”

Tentativa de ‘ressuscitar’

Uma equipe de cientistas da Colossal Biosciences, empresa norte-americana de biotecnologia, está planejando ressuscitar o tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus). Para a restauração, os pesquisadores sequenciaram o genoma do animal. Graças aos avanços nos estudos de genética e ao surgimento de novas tecnologias, o laboratório pretende trazer o marsupial de volta à vida com base em engenharia genética, através de um DNA antigo e preservado.

“A tecnologia e os principais aprendizados deste projeto também influenciarão a próxima geração de esforços de conservação de marsupiais”, afirma Andrew Pask, biólogo especialista em tigre-da-tasmânia, que vai liderar o time de pesquisa.

O experimento consiste em coletar células-tronco de uma espécie viva com DNA próximo ao do tigre extinto. Depois desse procedimento, a equipe vai transformar o material em um embrião, que será transferido para um útero artificial ou da fêmea de algum animal geneticamente parecido.

O chefe-executivo da empresa Colossal Biosciences acredita que o animal pode voltar à vida em menos de seis anos. Já Andrew Pask estima que os primeiros filhotes do projeto devem nascer em dez anos. “Nós não temos escolha. Se perdermos 50% da biodiversidade da Terra, nós mesmos estaremos em extinção nos próximos 50 a cem anos”, alertou o geneticista, durante entrevista para o jornal britânico The Guardian.

Relacionadas

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Me emocionei com a matéria. Trazer de volta esse marsupial será uma façanha e já implica na discussão sobre as extinções de espécies que não mais existirá.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade