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Rei Charles fará visita aos EUA em meio a tensões com Trump

Viagem busca reforçar relações entre Londres e Washington em cenário de atritos diplomáticos

O rei Charles também bloqueou os pagamentos para a segurança privada de Andrew, que custavam ‘sete dígitos’, conforme o jornal britânico Daily Mail | Foto: Reprodução/Redes sociais
É a primeira visita de Estado da monarquia britânica desde 2007 | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Palácio de Buckingham anunciou nesta terça-feira, 31, que o rei Charles III fará uma visita de Estado aos Estados Unidos no fim de abril. A viagem ocorre em meio a tensões diplomáticas e tem como objetivo reforçar a relação bilateral com o presidente Donald Trump.

A rainha Camilla também participará da agenda.

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Segundo comunicado oficial: “O programa de Suas Majestades celebrará as conexões históricas e a relação bilateral moderna entre o Reino Unido e os Estados Unidos”. O Palácio de Buckingham também informou que a viagem ocorre por recomendação do governo britânico.

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A visita já estava prevista, como parte das comemorações pelos 250 anos da independência norte-americana.

Será a primeira visita de Estado de um monarca britânico aos EUA desde 2007, quando a Elizabeth II realizou sua quarta viagem oficial ao país durante o reinado.

Tensões diplomáticas marcam relação recente

As relações entre os dois países enfrentam desgastes recentes. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tem evitado maior envolvimento na guerra contra o Irã.

Também houve resistência inicial em autorizar o uso de bases britânicas por forças norte-americanas. Mesmo com a autorização posterior, classificada por Starmer como “ataques defensivos”, Trump criticou publicamente o premiê.

Trump x irã
Donald Trump informou na semana passada que a visita do monarca britânico não será afetada pelas tensões com Keir Starmer | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O presidente afirmou que Starmer “não era Winston Churchill” e responsabilizou o líder britânico por enfraquecer a aliança entre os países. Trump também ironizou a oferta britânica de apoio militar na região.

Outro ponto de tensão envolve o acordo entre o Reino Unido e as Ilhas Maurício para transferir a soberania das Ilhas Chagos, onde está localizada a base aérea estratégico-militar de Diego Garcia. 

Apesar de questionar a legalidade dos ataques ao Irã, Starmer evitou críticas diretas a Trump. Ele afirmou publicamente que o relacionamento entre ambos permanece positivo.

O premiê também espera que a visita do rei Charles e da rainha Camilla ajude a suavizar as relações diplomáticas antes da viagem do príncipe William aos EUA, prevista para a Copa do Mundo.

Na última quinta-feira, 26, Trump afirmou que a visita não será afetada pelas tensões. Ele declarou que “ele é meu amigo, ele é um grande cavalheiro”, ao se referir ao rei Charles.

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