O Ministério da Defesa de Moscou confirmou a morte de 29 pessoas nesta terça-feira, 31, com a conclusão das buscas por um avião de transporte militar na Crimeia. A aeronave, um modelo An-26, transportava 23 passageiros e seis tripulantes quando colidiu contra um penhasco na península ocupada. De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias Tass, as equipes de resgate localizaram apenas fragmentos do veículo e descartaram a existência de sobreviventes no local do impacto.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Receba nossas atualizações
Avaliações iniciais compartilhadas pela agência RIA revelam que problemas mecânicos teriam provocado o desastre. O comando militar russo perdeu o contato com a tripulação momentos antes do choque. O episódio engrossa uma lista de tragédias aéreas recentes que envolvem a frota de Moscou, como o desastre em dezembro de 2025, que vitimou sete militares, e a queda de um Antonov An-24 em julho do mesmo ano, que resultou em 48 óbitos na fronteira com a China.
Escalada bélica no Leste Europeu
O incidente ocorre no momento em que o confronto entre Rússia e Ucrânia atinge seu estágio mais crítico. Dados do Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (Acled) revelam que a violência na região bateu recordes históricos nas últimas semanas. Entre os dias 6 e 12 de março, as autoridades contabilizaram 2.245 episódios de agressão armada. O volume de ataques permaneceu elevado no período seguinte, registrando mais de 2 mil eventos bélicos quando as forças ucranianas intensificaram o uso de drones contra alvos russos.
A dinâmica geopolítica atual interliga o conflito europeu às tensões no Oriente Médio que envolvem Irã, Israel e Estados Unidos. Moscou e Kiev tentam extrair vantagens estratégicas dessa nova realidade global. Enquanto o Kremlin lançou a ofensiva mais pesada de toda a guerra na última semana, os ucranianos responderam com o disparo recorde de 302 drones em apenas sete dias.
A segurança das operações de transporte continua sob xeque. Em janeiro de 2024, o governo russo responsabilizou a Ucrânia pela destruição de uma aeronave que carregava 74 indivíduos, alegando que a maioria dos ocupantes era composta de prisioneiros de guerra. Com a queda deste An-26 na Crimeia, o Ministério da Defesa evita, por enquanto, atribuir o fato a ações inimigas e mantém o foco na tese de falha nos sistemas do aparelho soviético.
Leia também: “EUA sobrevoam Irã com bombardeiros B-52”
Governadora democrata de Nova York pede que ricos voltem para a cidade para ser taxados
Jornalista norte-americana é sequestrada no Iraque
EUA dizem que próximos dias serão decisivos no conflito com o Irã
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.